
O líder da oposição no Senado, Izalci Lucas (PL-DF), cobrou esclarecimentos sobre a relação entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ao Correio, o parlamentar defendeu que as informações reveladas em mensagens extraídas pela Polícia Federal sejam investigadas e afirmou que a CPMI do Master não pode ficar paralisada por articulações políticas.
“O que está sendo revelado sobre a proximidade entre Daniel Vorcaro e Davi Alcolumbre precisa ser esclarecido, e o Senado tem o dever de garantir transparência e investigação”, comentou o senador.
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A declaração ocorre após a divulgação de conversas encontradas no celular de Vorcaro que mostram uma relação pessoal próxima entre os dois. Em uma troca de mensagens de fevereiro de 2025, após Alcolumbre ser eleito presidente do Senado, o banqueiro o parabenizou e desejou sucesso. O senador respondeu chamando Vorcaro de “meu amor” e agradecendo pelo “carinho e amizade fraterna”. Em março daquele ano, Alcolumbre voltou a escrever: “Sou seu irmão!!! Pra vida toda!!” Vorcaro respondeu dizendo que também o considerava irmão e que estaria à disposição “a qualquer tempo pra qualquer coisa”.
As mensagens também fazem referência a encontros privados e a um episódio ocorrido em julho de 2025, período em que estava em discussão a venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB). Segundo as conversas divulgadas, Vorcaro tentou contato com Alcolumbre e afirmou que o senador não tinha informações sobre a negociação.
Na sequência, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, iria à casa de Alcolumbre depois de uma reunião. Os diálogos divulgados não esclarecem, contudo, se o encontro ocorreu nem qual teria sido o assunto tratado entre Galípolo e o presidente do Senado.
Para Izalci, os fatos devem ser examinados pelas instituições responsáveis, sem que a relação pessoal entre políticos e empresários se sobreponha à apuração.
“A CPMI do Master precisa ser pautada e não pode ficar travada por interlocuções políticas. É preciso cobrar, apurar os fatos e deixar que as instituições cumpram o seu papel. Relações pessoais não podem se sobrepor ao interesse público”, enfatizou.
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