
Uma ação protocolada pelo Psol no Supremo Tribunal Federal (STF) pede que a Corte determine investigação sobre uma emenda parlamentar de R$ 250 mil destinada pela deputada federal Bia Kicis ao Instituto Viver Brasil. A entidade é investigada por suposta ligação com o financiamento do filmar Dark Horse, que é alvo de apuração derivada da operação Compliance Zero, que apura o mega esquema de corrupção do Banco Master.
De acordo com informações do Portal da Transparência, consultadas pelo Correio, o valor da emenda foi pago no dia 06 de março deste ano. Na ação, o Psol afirma que os valores podem ter sido usados para campanha eleitoral disfarçada para a deputada, que concorre ao cargo de senadora pelo Distrito Federal.
Anúncios publicitários espalhados pelo DF destacam frases como "Bia é moderna", "Bia é completa" e "Bia é liberdade". As peças de publicidade foram contratadas pela loja Bia Brasil, uma microempresa individual sediada em Taguatinga, pertencente a Abinoan Simões Rosa Sampaio, presidente do Instituto Viver-Brasil e mulher de Ademar de Sena Sampaio.
Ademar aparece como responsável pela execução da emenda repassada pela parlamentar. Ele é assessor no gabinete do deputado distrital Iolando Almeida (MDB-DF) e está entre os investigados pela Polícia Federal na operação sobre o financiamento do filme "Dark Horse".
Em nota enviada pela assessoria, Bia Kicis afirmou que o plano aprovado pelo Ministério das Mulheres não prevê recursos para publicidade eleitoral, para a loja Bia Brasil ou para o filme “Dark Horse”. “Não existe qualquer documento que demonstre que dinheiro da emenda tenha financiado os cartazes mencionados nas reportagens”, declarou. Segundo a deputada, a execução dos recursos é de responsabilidade do Instituto Viver-Brasil, sob fiscalização do Ministério das Mulheres, e a prestação de contas final ainda não está vencida.
Na nota, a deputada também afirmou que a manifestação apresentada pelo PSOL não atribui a ela qualquer ato de execução ou desvio dos recursos. Segundo Bia Kicis, o pedido de investigação à Polícia Federal citado na petição é direcionado a dirigentes do Instituto Viver-Brasil. “A Deputada não contratou nem autorizou a publicidade da loja Bia Brasil”, afirma a nota.
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A nota defende que os fatos sejam analisados a partir de documentos e da rastreabilidade dos recursos públicos. “A Deputada não contratou nem autorizou a publicidade da loja Bia Brasil e defende que todos os fatos sejam apurados com base em documentos e na efetiva rastreabilidade dos recursos públicos”, declarou a assessoria.
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Renato Souza
RepórterRepórter de política, setorista do Supremo Tribunal Federal (STF). Vencedor do Prêmio CNT de Jornalismo, possuí passagens pelo SBT, Record/R7 e está entre os jornalistas mais influentes do Twitter no Brasil.
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