
O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) ajuizou, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma ação de investigação judicial eleitoral com a chapa do presidente Lula (PT) e funcionários do Ministério da Cultura por um suposto desvio de fundos e canais oficiais para a campanha do líder petista.
Protocolado nesta segunda-feira (28/9), a ação inclui a ministra da cultura Margareth Menezes e a primeira-dama Janja da Silva. A acusação cita episódios como o ato virtual “Movimento Cultura com Lula”, realizado em setembro, e o uso de grupos oficiais do Whatsapp para veicular propaganda eleitoral.
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“Aqui eu tô de militante, não tô de primeira dama", teria dito a primeira-dama durante a mobilização virtual. “É o momento de a gente conversar com as pessoas, conversar com o vizinho, com o primo, com o colega do trabalho que não está convencido”.
O documento de mais de 40 páginas ainda aponta que Margareth Menezes participou de atos de campanha durante o período eleitoral, descumprindo as vedações da Lei nº 9.504/1997.
Já no Carnaval, a pasta da Cultura teria se envolvido em um acordo de R$ 12 milhões, entre a Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. O caso já é alvo de outra ação eleitoral.
A equipe jurídica do candidato do PL sustenta que as ações dos investigados configuram abuso de poder político e econômico, e pede a cassação do registro de chapa do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin, além da inelegibilidade de todos os investigados.
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