O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, afirmou nesta quarta-feira (2/9) que a escala 6x1 está com os “dias contados” no Brasil e defendeu que o Senado conclua, ainda durante o esforço concentrado desta semana, a votação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê dois dias de descanso semanal e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas, sem redução salarial.
A declaração ocorreu após a aprovação da matéria pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O colegiado deu aval ao relatório do senador Omar Aziz (PSD-AM), mantendo o texto aprovado anteriormente pela Câmara dos Deputados. Agora, a PEC precisa passar por dois turnos no plenário do Senado, com ao menos 49 votos favoráveis em cada votação.
“Os trabalhadores querem mais tempo de descanso, querem um dia a mais, querem esse suspiro de liberdade. Eu acho que o Senado, hoje, na CCJ, se posicionou em sintonia com a sociedade brasileira, em sintonia com o que quer também o presidente Lula”, afirmou Boulos. Segundo o ministro, a expectativa do governo é de que a proposta seja pautada entre esta quarta e quinta-feira (3), antes do encerramento do esforço concentrado.
Boulos também mirou a oposição e afirmou que houve uma tentativa de dificultar o avanço da matéria no Senado. Durante a discussão na CCJ, parlamentares contrários ao texto apresentaram emendas e buscaram alterar pontos da proposta, mas as mudanças foram rejeitadas pelo relator.
O ministro citou diretamente o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o candidato do partido ao Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, a estratégia do grupo seria postergar a análise da PEC para depois das eleições. “Votar antes da eleição é um direito que a sociedade brasileira tem. Até para, no momento do voto, os eleitores poderem avaliar se a posição dos seus candidatos ao Senado, assim como dos seus candidatos a deputado e do seu candidato a presidente da República, está em consonância com a maioria da sociedade”, arguiu.
