Integrantes da alta cúpula da Advocacia-Geral da União (AGU) avaliam que há um movimento de “retaliação” por parte da Polícia Federal (PF), com o objetivo de desgastar a imagem de um ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao Correio, uma fonte com acesso ao ministro Jorge Messias afirmou que a avaliação é de que informações que têm circulado nos bastidores e chegado à imprensa, sobre uma suposta falta de participação ou inação da AGU, seriam uma tentativa de atingir a imagem do chefe da pasta.
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"Tudo retaliação para desgastar [o ministro]", sublinhou, sob reserva, à reportagem, esse membro da gestão petista, que possui livre trânsito no Judiciário brasileiro.
A reação ocorre em meio à circulação de informações de que o governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto seria uma das alternativas consideradas para uma eventual indicação do chefe do Executivo ao STF, após rejeição de Messias em sabatina do Senado.
Além deste evento, ainda há, nos bastidores da PF, uma indignação com o chefe da AGU por supostamente não ter feito nenhum movimento do qual aliados relembram caber à PGR. Segundo relatos feitos à esta reportagem, a cúpula da PF queria uma interferência da AGU em meio ao escândalo e crescimento de farpas entre ministros do STF envolvendo o caso Lulinha e o Dark Horse.
Contudo, movimento algum foi feito além da tentativa de marcar um encontro entre André Mendonça com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues que não vingou devido aumento de temperatura.
