O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta-feira (11/9), que o país está “à deriva” e “sem presidente” ao criticar a atual gestão do também candidato Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu sou filho de Bolsonaro, mas também sou filho do Brasil, sou irmão de cada um de vocês. Vocês fazem parte da reconstrução do Brasil, do resgate do Brasil”, disse durante comício em Manaus (AM).
O evento faz parte de uma extensa programação na região Norte. O senador disse que, se eleito, fará mudanças profundas no país e que a sociedade poderá “virar essa página triste da história brasileira”. “Hoje no Brasil tá tudo de perna pro ar, tem inocente preso, tem bandido solto, tem bandido até governando o Brasil. Mas a gente vai acabar com essa lógica”, discursou aos apoiadores.
Acompanhado de candidatos apoiados pela chapa presidencial, Flávio também afirmou que irá defender o Supremo Tribunal Federal (STF) de “pessoas como Alexandre de Moraes”, além de promover um “resgate das instituições”. “A laranja podre não pode contaminar toda aquela Corte”, ressaltou.
O comentário ocorre no mesmo dia em que documentos do STF revelaram que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes que teriam sido praticados, em tese, por Flávio Bolsonaro no contexto do financiamento do filme Dark Horse, uma cinebiografia do pai.
As informações eram mantidas sob sigilo, que foi derrubado após determinação do ministro André Mendonça.
Zona Franca
O senador também se comprometeu a atrair data centers e empreendimentos tecnológicos para a região da Zona Franca de Manaus. De acordo com Flávio, a região é um orgulho nacional, mas precisa de mais investimentos.
“Vamos atrair novos empreendimentos de tecnologia e de data centers para os nossos jovens se qualificarem e poderem trabalhar aqui em Manaus. Se não trouxermos empresas para a Zona Franca, elas acabam indo para o Paraguai, onde a energia é mais barata, há menos burocracia e o imposto é muito menor”, disse.
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