SÃO PAULO

Crise no STF: Cármen Lúcia cancela participação na Bienal do Livro

Ministra, cujo voto é visto como decisivo no caso Moraes, cancelou participação na Bienal do Livro para permanecer em Brasília; entenda o cenário

Cármen Lúcia em sessão, a ministra cancelou participação na Bienal do Livro por compromissos em Brasília -  (crédito: Rosinei Coutinho/STF)
Cármen Lúcia em sessão, a ministra cancelou participação na Bienal do Livro por compromissos em Brasília - (crédito: Rosinei Coutinho/STF)

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), cancelou a participação na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que estava agendada para esta sexta-feira (11/9) no Anhembi.

O anúncio foi feito pelo perfil oficial do evento nas redes sociais. A justificativa foi a necessidade da presença da ministra em Brasília devido a compromissos.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

Leia mais

  • Moraes cancela pronunciamento que faria no plenário da 1ª Turma

  • Crise no STF se agrava: o que diz imprensa internacional sobre disputa entre Moraes e Mendonça

  • Oposição aposta em atos em Brasília e em São Paulo contra Lula e o STF

A magistrada tinha duas participações programadas. Pela manhã, conversaria com a antropóloga Lilia Schwarcz sobre representatividade feminina no Brasil. Às 16h30, participaria de um debate sobre democracia na Arena Cultural.

A Bienal confirmou que, apesar da ausência de Cármen Lúcia, as duas mesas serão mantidas com os demais convidados.

Crise na Suprema Corte

O cancelamento ocorre em um momento de crise institucional no STF, que se intensificou após o jornal "Estadão" detalhar, em 1º de setembro, a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

A publicação aponta pedidos do banqueiro para que o ministro interviesse para travar investigações sobre negócios fraudulentos do Master, mirando o delegado Andrei Rodrigues e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O material também cita a participação de Moraes na edição de um contrato de R$ 131 milhões, conversas sobre uma possível saída do banqueiro do país antes de sua prisão, cobranças relacionadas a pagamentos ao escritório Barci de Moraes e a autorização de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos do ministro.

Na virada de quinta para sexta-feira, 11, os sigilos de parte das investigações do caso Master foram quebrados. Na próxima terça-feira, 15, o plenário do Supremo deve julgar um pedido do ministro André Mendonça para investigar Alexandre de Moraes.

De acordo com a jornalista Carolina Brígido, do "Estadão", os votos de Edson Fachin e Cármen Lúcia são vistos como decisivos para selar o destino de Moraes no tribunal.

Com informações da Agência Estado

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

  • Google Discover Icon
postado em 11/09/2026 17:33 / atualizado em 11/09/2026 17:33
x