
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) criticou, em uma transmissão ao vivo nas redes sociais nesta quinta-feira (1º/10), as decisões judiciais que alteraram as regras do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo. O evento foi cancelado pela emissora após a desistência de Flávio e decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) modificarem as condições previstas para o confronto.
Flávio afirmou que estava preparado para participar do debate e classificou as decisões judiciais como uma forma de “censura” nas eleições. Segundo ele, as determinações ocorreram a poucos minutos do início do programa, em um momento que considerou importante para a campanha presidencial.
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“A todos que estavam aguardando um debate para a disputa do cargo de presidente da República, teremos aqui a oportunidade de mostrar ao Brasil as nossas propostas. Estava eu aqui, junto com todo o nosso time, pronto para ir em direção aos estúdios da Globo para fazer esse debate saudável a três dias das eleições”, afirmou.
Na transmissão, o candidato criticou especificamente a decisão da ministra Estela Aranha, do TSE, que proibiu a Globo de exibir o púlpito vazio reservado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que havia informado que não participaria do debate. A decisão também impediu que os demais candidatos fizessem perguntas direcionadas ao candidato ausente.
“A três dias das eleições, antes do principal momento dessa campanha, com milhões de pessoas querendo saber e tomar uma posição sobre qual rumo, qual caminho e qual projeto de país vão escolher nas urnas daqui a poucos dias, decisões subsequentes seguidas, a poucos minutos do debate, instauraram oficialmente a censura nessas eleições. Houve a proibição de se mostrar o púlpito do candidato ausente Lula, o futuro ex-presidente do Brasil”, disse.