Eleições 2026

Campanha de Flávio encaminhará ao TSE novo relatório técnico sobre o canal pró-Lula no WhatsApp

Assessoria técnica do Tribunal não identificou notícias falsas contra o senador no canal "Exército do Lula"

Senador Flávio Bolsonaro (PL) liderou 1° turno à Presidência com cerca de 47% dos votos  -  (crédito:  Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
Senador Flávio Bolsonaro (PL) liderou 1° turno à Presidência com cerca de 47% dos votos - (crédito: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência afirmou, por meio de nota divulgada nesta segunda-feira (12/10), que encaminhará ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um novo relatório técnico sobre o canal WhatsApp “Exército do Lula”. “Inclusive com o espalhamento em tempo real, com a conservação de grande parte do conteúdo que Janones apagou”, disse. 

A manifestação ocorre após a área técnica do Tribunal afirmar, nesta segunda, que não identificou notícias falsas contra o senador no canal. “Não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos”, disse o relatório.

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A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) comparou os conteúdos do canal com aqueles mencionados pelo ministro Kassio Nunes Marques na decisão pela suspensão do canal, proferida neste domingo (11) e depois revertida pelo relator do caso. O magistrado apontou que o conteúdo ligava Flávio à milícia, à redução de aposentadorias e a fake news da retirada de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

No entanto, no relatório, a assessoria ressalvou que parte das publicações do canal foram excluídas. Além disso, alertou que existem duas postagens no canal que podem ter o mesmo tema que os conteúdos derrubados pela Corte liminarmente, que relacionam Flávio ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a mudanças na Constituição. 

“A campanha de Flávio Bolsonaro esclarece que, a despeito disso, procedeu ao espelhamento em tempo real do canal e que já tinha acautelado o material na Secretaria Judiciária do TSE, quando do ajuizamento da AIJE. Esse conteúdo será atualizado e submetido à Presidência do Tribunal Superior Eleitoral”, apontou a nota em relação ao apontamento da área técnica do TSE.

Eles avaliam que é uma “obrigação legal” combater canais que burlam os mecanismos de controle impostos pelo Tribunal. Eles apontam que a estratégia do autor do canal, deputado federal André Janones (Rede-MG), de soltar comandos no canal associados a links de mídias dificulta o controle. 

“Esse comportamento deliberado de fuga aos mecanismos de controle é tão efetivo que a própria AEED do TSE, em seu relatório, não conseguiu detectar os ilícitos cometidos no canal", avaliou. 

E complementou: "Justamente porque eles estão nos links, e não nos comandos, e não foi possível acessá-los, dado o apagamento dos dados e histórico e da dependência daquilo que foi conservado pelo provedor”. 

 

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postado em 12/10/2026 17:12 / atualizado em 12/10/2026 17:12
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