Eleições 2026

Quebra de sigilo: campanhas vão ao TSE, mas Flávio não leva documentos

Representantes de Lula entregaram petição ao TSE, enquanto Deltan Dallagnol questiona a falta de comprovantes da abertura dos sigilos e critica o material apresentado

Deltan Dallagnol alega que Lula não entregou documentos para comprovar quebra de sigilos -  (crédito: ED ALVES/CB/D.A.Press)
Deltan Dallagnol alega que Lula não entregou documentos para comprovar quebra de sigilos - (crédito: ED ALVES/CB/D.A.Press)

Representantes das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estiveram nesta quinta-feira (22/10) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, para tratar da apresentação de documentos relacionados ao compromisso de abertura de sigilos. A campanha petista chegou com documentos, enquanto a equipe do senador Flávio Bolsonaro não levou nenhum material. Apesar da entrega feita pelos aliados do presidente, o senador Deltan Dallagnol afirmou que Lula não apresentou os documentos que, segundo ele, comprovariam a quebra dos sigilos prometida.

Dallagnol, ex-integrante da força-tarefa da Operação Lava-Jato e indicado por Flávio para analisar o material, criticou a atuação dos aliados do presidente. Segundo ele, Lula apresentou apenas uma petição com novo pedido para que os envolvidos forneçam informações que já constavam nos autos. “Mais uma vez Lula frustrou e descumpriu sua promessa. Lula não entregou documentos”, declarou. Para o ex-procurador, a reunião no TSE se tornou desnecessária diante da ausência dos comprovantes esperados.

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Ao deixar a sede do tribunal, Dallagnol também acusou o presidente e seus aliados de usarem as redes sociais para criar a impressão de que todos os sigilos haviam sido abertos, sem apresentar a documentação correspondente. “Saímos daqui com simplesmente mais um termo de compromissos da parte dele”, afirmou. Na avaliação do ex-procurador, a iniciativa serviria para desviar a atenção de assuntos desfavoráveis ao petista e ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Entre os nomes citados por Dallagnol estão Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente; a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja; e o assessor presidencial conhecido como Marcola. O ex-procurador afirmou que pretende analisar os documentos caso sejam disponibilizados e defendeu a responsabilização de eventuais envolvidos em ocultação patrimonial. As declarações, no entanto, representam as acusações feitas por Dallagnol e não comprovam, por si só, irregularidades por parte das pessoas mencionadas.

O compromisso foi renovado em um novo termo, com prazo até a meia-noite do mesmo dia para a apresentação dos documentos. O texto também foi assinado pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora da equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro. Até o prazo estabelecido, a cobrança se concentrava na entrega dos materiais que permitiriam verificar a extensão da abertura dos sigilos anunciada por Lula e esclarecer quais informações efetivamente foram disponibilizadas à Justiça Eleitoral.

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postado em 22/10/2026 14:19
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