
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, disse nesta quinta-feira (22/10) que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem registrado crescimento nas ruas e nas redes sociais e demonstrou confiança na redução da diferença de votos em São Paulo no segundo turno.
Em entrevista aos jornalistas Carlos Alexandre de Souza e Denise Rothenburg, no programa CB.Poder, do Correio Braziliense, ele também alertou para os riscos à democracia brasileira e criticou a proposta de Flávio Bolsonaro (PL) de alterar a Constituição para ampliar o próprio mandato.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Alckmin disse que a estratégia da campanha petista é conversar com eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e com aqueles que escolheram outros candidatos. Segundo ele, a abordagem deve ser baseada na humildade e na apresentação das diferenças entre os projetos políticos.
“Eleição é comparação. Nós defendemos a democracia, em que é o povo que decide. O povo é o protagonista, é ele quem tem o poder decisório”, declarou.
Questionado sobre a proposta de Flávio Bolsonaro de alterar a Constituição para ampliar o próprio mandato, Alckmin demonstrou preocupação. Para ele, a iniciativa contraria o princípio da alternância de poder.
O vice-presidente argumentou que as democracias modernas valorizam consultas periódicas à população e a alternância no poder. Na avaliação dele, a tentativa de ampliar o mandato antes mesmo da conclusão da disputa eleitoral é preocupante.
“Você ainda nem teve a eleição e já quer mudar a Constituição para dilatar, para aumentar o próprio mandato. Sem sequer ter disputado o segundo turno, já se quer mudar a Constituição para ficar mais tempo no próprio mandato, sem consultar o povo. Olha, é preocupante. Esse não é o caminho que eu vejo”, disse.
Política
Política
Política
Política
Política