Eleições 2026

Coordenador da campanha de Flávio acusa Moraes e Dino de agirem politicamente

Rogério Marinho defendeu mudanças no regimento do Senado para facilitar a votação de impeachment de integrantes do Supremo Tribunal Federal

O senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, acusou, nesta terça-feira (6/10), os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes de “agirem politicamente”. A declaração ocorreu após visita do parlamentar ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Marinho também defendeu mudanças no regimento do Senado para facilitar a aprovação de impeachment de magistrados.

“Deixamos claro que na hora em que houver algum crime de responsabilidade por um ministro do Supremo, o Senado não vai se omitir, e hoje ele tem se omitido. Pautar processo contra crime de responsabilidade é discricionariedade do presidente da casa. Eu, particularmente, defendo que esse regimento seja modificado e que, caso 49 senadores apresentem um processo por crime de responsabilidade, esse pedido será submetido à procuradoria do Senado e, se os elementos ali estiverem presentes, esse processo terá de ser aberto independentemente da vontade do presidente”, disse ele.

“Eu vejo que o Alexandre de Moraes e o Flávio Dino têm se comportado no último tempo claramente com o viés político. Não me nego a falar com eles, mas vou deixar passar o processo eleitoral”, completou o parlamentar. Rogério Marinho também acusou o ministro Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), de atuar de maneira partidária ao pedir investigação sobre eventual interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras.

“É extremamente preocupante o aparelhamento da máquina pública no país. No domingo, enquanto estava rolando as eleições, o Messias, ministro da AGU, que é meu advogado, como parlamentar, advogado do Judiciário, do governo, mas tem se comportado mais como extensão de partido político. No domingo, ingressa com um pedido de abertura de inquérito alegando interferência externa na eleição com base numa reportagem de um jornal britânico”, ressaltou.

“O que nós queremos é que a população possa livremente exercer sua cidadania, votar em quem quiser. E quem ganhar a eleição precisa ser empossado. Estamos preocupados como a lei tem sido contornada por alguns integrantes do STF”, completou o senador.

Jornada

Marinho criticou ainda a discussão no Senado Federal sobre a redução da jornada de trabalho, com a proibição da escala 6x1, em que os trabalhadores atuam seis dias na semana e folgam apenas um. Rogério Marinho afirmou que a discussão neste momento é “oportunista” e “eleitoreira”.

O parlamentar afirmou que não é contra o debate, mas que não concorda com a forma como está sendo feita. “O Brasil é o primeiro país do mundo onde a redução da jornada está sendo discutida ao mesmo tempo que mudança na escala de trabalho”, disse ele.

Mais Lidas