Eleições 2026

Edinho diz que 'virada' já ocorreu e acusa oposição de travar PEC da Segurança

Presidente do PT afirma que pesquisas eleitorais mostram uma curva de crescimento do presidente e critica tentativa de incluir redução da maioridade penal na proposta de segurança pública

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta sexta-feira (16/10) que a virada eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já ocorreu e demonstrou confiança na reeleição do petista. Ao comentar pesquisas de intenção de voto, incluindo levantamento divulgado hoje que apontou empate entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Edinho argumentou que os números representam apenas um retrato momentâneo da disputa. “A virada já aconteceu”, declarou. 

Na área da segurança pública, o dirigente acusou o PL e Flávio Bolsonaro de tentar desviar o foco da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública ao incluir no debate a redução da maioridade penal. Segundo ele, a proposta precisa ser priorizada para estabelecer um sistema integrado entre União, estados e municípios, com atribuições definidas para cada esfera de governo. Edinho afirmou que a mudança constitucional é necessária para viabilizar a criação do Ministério da Segurança Pública, uma proposta defendida por Lula. 

O presidente do PT também cobrou do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), prioridade para a tramitação da PEC, que, segundo ele, já está madura para votação. Edinho argumentou que a proposta pode ampliar a capacidade de atuação do governo federal no enfrentamento ao crime organizado e permitir políticas coordenadas para recuperar territórios dominados por grupos criminosos. Para o petista, a inclusão de outros temas no texto neste momento pode dificultar a aprovação da medida antes do segundo turno das eleições.

Sobre a redução da maioridade penal, afirmou que o tema precisa ser debatido separadamente, sem comprometer o andamento da PEC da Segurança Pública. O dirigente ainda criticou Flávio Bolsonaro e cobrou explicações sobre sua relação com o crime organizado no Rio de Janeiro, citando a condecoração concedida ao ex-policial militar Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes.

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