ELEIÇÕES 2026

Campanha de Lula critica Flávio por transição no Bolsa Família: 'É o tesouraço'

Camilo Santana diz que plano econômico do opositor é "tirar benefícios sociais e conquistas dos trabalhadores". Daniella Marques falou em transição de até dois anos para o mercado de trabalho

Um dos coordenadores da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador Camilo Santana (PT) afirmou nesta segunda-feira (19/10) que a previsão de um período de transição de dois anos para beneficiários deixarem o Bolsa Família indica de onde a equipe econômica do presidenciável do PL, Flávio Bolsonaro, pretende cortar recursos. Segundo o senador, a medida estaria relacionada à meta de economizar R$ 200 bilhões.

“A coordenadora econômica do candidato Flávio Bolsonaro que externou que os beneficiários do Bolsa Família em dois anos seriam desligados do programa. Isso já mostra claramente de onde é que o Flávio Bolsonaro quer cortar os R$ 200 bilhões. Esse é o tesouraço que eles falam”, pontuou, em conversa com jornalistas, no QG da campanha de Lula, em Brasília.

Quanto à regra de transição para beneficiários do Bolsa Família, a coordenadora do núcleo econômico da campanha, Daniella Marques, afirmou que, caso Flávio seja eleito, o programa terá um período de transição de dois anos após o beneficiário conseguir um emprego ou abrir um negócio. Após esse prazo, os beneficiários seriam desligados do programa.

Embora ela tenha explicado como funcionaria a transição no programa social, o presidenciável do PL ainda não detalhou claramente como pretende implementar essa política pública.

Flávio, porém, afirmou que conseguiria cortar R$ 200 bilhões do orçamento sem extinguir o Bolsa Família e manter reajustes acima da inflação para o salário mínimo e as aposentadorias.

 

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