
A senadora eleita por Santa Catarina Carol De Toni (PL) afirmou que um dos principais desafios de seu mandato e dos colegas eleitos será "moralizar o Judiciário". Em entrevista à rádio Condá FM, ela defendeu o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A parlamentar declarou necessária a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República para viabilizar a escolha de quatro novos ministros na Corte. De Toni discursou sobre o plano de atuação: "Haverá impeachment de todo e qualquer ministro que se ache acima da lei e das instituições. Atentado à democracia são vocês dentro da Corte".
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Em 4 atos, como Alexandre de Moraes se tornou tão poderoso
A destituição de integrantes do tribunal tornou-se uma das prioridades de parlamentares de direita eleitos para o Senado, tendo Moraes como foco central. O ministro atuou como relator da ação penal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão, em setembro de 2025.
O julgamento na Primeira Turma do STF definiu que Bolsonaro liderou uma organização criminosa voltada a impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) depois da disputa eleitoral de 2022.
Suspeitas envolvendo o tribunal
Questionamentos contra a Corte ganharam força com a repercussão de supostas relações entre ministros e o Banco Master, do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O episódio inclui um contrato de R$ 131 milhões fechado entre a instituição financeira e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher de Alexandre de Moraes.
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Relatório da Polícia Federal com sigilo retirado pelo ministro André Mendonça, em setembro, reuniu 52 registros de mensagens no telefone de Vorcaro, incluindo contatos prévios à sua prisão em novembro de 2025. Moraes negou os diálogos e contestou o texto da PF, declarando que os policiais consideraram anotações pessoais como mensagens enviadas sem apresentar comprovação.
Vagas no Supremo e mandato
O resultado da eleição presidencial influenciará a composição do Supremo Tribunal Federal. O órgão conta com uma cadeira desocupada devido à aposentadoria de Luís Roberto Barroso e registrará outras três aposentadorias compulsórias até 2030. O chefe do Executivo eleito indicará quatro nomes, com uma exigência prevista: a aprovação pelo Senado.
Carol De Toni conquistou a vaga ao Senado por Santa Catarina no primeiro turno, após registrar 2.694.918 votos, índice que representou 33,46% dos votos válidos. Ela iniciará o mandato parlamentar em fevereiro de 2027, ao lado de Carlos Bolsonaro (PL), também eleito para representar o estado.
Com informações da Agência Estado
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
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