FUTEBOL

Boulos recebe torcidas organizadas e discute violência nos estádios

Houve,por parte das torcidas, a demanda de criar uma política nacional de prevenção à violência, com acompanhamento dos deslocamentos por parte dos grupos organizados

O Ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL) se reuniu, nessa segunda-feira (19/10), em São Paulo, com representantes de 30 torcidas organizadas de clubes de futebol de todo o país. 

Em contato com o Correio, a Secretaria comunicou que o encontro ocorreu para tratar de assuntos como violência nos estádios, deslocamentos de torcedores para partidas e o cenário do esporte como um todo após a proibição das bets por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante o encontro, um documento com diferentes propostas das torcidas foi entregue ao Governo Federal. O foco principal foi a redução da violência nos estados. Além disso, ficou acordada a criação de um grupo de trabalho na Secretaria, para que o governo acompanhe de forma permanente o desenvolvimento dos temas tratados. 

Houve, ainda, por parte das torcidas, a demanda de criar uma política nacional de prevenção à violência, com acompanhamento dos deslocamentos por parte dos grupos organizados, assim como a interlocução com as polícias estaduais e a garantia dos respectivos direitos dos apoiadores.

De acordo com Boulos, o governo estuda alternativas para o financiamento dos clubes após a proibição das atividades de casas de aposta.  

Estiveram presentes no encontro representantes das torcidas de SP, RJ, RS, PR, PA, BA, PE, SC, CE e MG, de diversos dos principais clubes de futebol do país, além da Anatorg.

Veja as sete demandas apresentadas pela Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatorg), conforme o documento:  

  • O direito de torcer e de se manifestar, com reconhecimento da cultura de arquibancada como parte da cultura popular brasileira;
  • Responsabilização individual de quem comete violência, sem criminalizar a torcida inteira;
  • Mais diálogo e menos preconceito, com a participação das torcidas na construção das políticas para o futebol;
  • Fortalecimento dos projetos sociais, esportivos e culturais das torcidas nas comunidades, especialmente para crianças e jovens;
  • Arquibancada sem racismo, LGBTfobia e transfobia;
  • Direito das mulheres de torcer sem violência, com combate ao assédio, à importunação e à misoginia;
  • Um futebol com mais cultura e menos violência, com prevenção, educação, diálogo e mediação.


 


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