Candidato derrotado nas últimas eleições, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um comunicado nas redes sociais neste domingo (1º/11) em que nega estar arrependido de suas ações. No pronunciamento, o parlamentar criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a apreensão de seu passaporte e o proibiu de deixar o país. As declarações ocorrem quase uma semana após o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ter fugido para os Estados Unidos.
"Não me arrependo de absolutamente nada do que fiz. (...) Ao menos estou num país onde posso manifestar livremente minha opinião, não serei alvo de um juiz que acordou com vontade de fazer o mal e enviou a sua polícia à minha casa para revirar as calcinhas das minhas filhas na gaveta", sinalizou Flávio, em trecho do post nas redes sociais, ao lembrar que foi comunicado por policiais federais sobre a decisão de Moraes que determinava a apreensão do passaporte.
Flávio ainda dispara contra a imprensa que, segundo ele, estaria com medo de entrevistá-lo e transmitir o material na íntegra. Embora sustente esse discurso, o senador do PL se colocou à disposição para conversar com jornais brasileiros e internacionais. "Quem quiser ouvir, ouvirá o que ninguém mais pode dizer estando no Brasil", anunciou.
Por último, o senador do PL acrescentou no comunicado uma frase dita 10 anos atrás pelo atual ministro Cristiano Zanin, do STF, à época em que comandava a defesa de Lula em processos que o levou à cadeia, no ano de 2018. "Deixo uma reflexão: 'Não há remédio eficaz no Brasil para cessar violações a Diretos Humanos' (Cristiano Zanin, em 7/Ago/2016)", completou o senador, que se diz vítima de de atuações de ministros da Suprema Corte como Alexandre de Moraes.
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