Geralmente a saúde íntima masculina é tratada como algo secundário e, muitas vezes, até banalizada por conta de estigmas e tabus enraizados sociedade
Reprodução/FreepikPreconceitos podem acabar prejudicando um diagnóstico precoce de doenças fatais como o câncer de pênis, que nos últimos anos foi responsável por mais de 2,9 amputações de órgãos genitais no Brasil
FreepikSegundo o Ministério da Saúde, entre 2021 e 2025, além das quase 3mil amputações, foram registradas ao menos 2,3 mil mortes em decorrência desse tipo de câncer
FreepikEm entrevista ao Correio, o médico urologista do Hospital Sírio-Liabaenês de Brasília, Alexandre Cavalcante, aponta alguns cuidados essenciais para se prevenir do câncer de pênis
Freepik/senivpetro'As principais medidas de prevenção são higiene íntima diária adequada, tratamento da fimose para aqueles pacientes que não conseguem expor a glande e retrair o prepúcio, vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV), uso de preservativo e principalmente realização do autoexame', enfatizou o especialista, que também destacou a importância em se procurar um médico em qualquer sinal de ferida no órgão
Lúcio Bernardo Jr./Agência BrasíliaCom o HPV é preciso manter o alerta dobrado, pois o vírus está diretamente associado à boa parte dos casos. A vacinação previne a infecção pelos principais subtipos da doença e reduz a circulação do vírus na população, sendo uma das estratégias mais eficazes na prevenção primária
Vectorjuice/FreepikÉ necessário também se atentar em detalhes como pequenas feridas que não cicatrizam, surgimento de verrugas, manchas e mau cheiro persistente. Esses sinais podem significar que é melhor procurar um especialista para uma melhor avaliação
ReproduçãoO urologista ressalta que muitas vezes o câncer de pênis é indolor, fazendo com que por vezes o paciente negligencie a doença. A falta de informação, somada à vergonha e o medo de julgamentos, pode levar os homens a evitar o assunto e postergar uma procura por atendimento
Joel Rodrigues/ Agência Brasília'Outro problema frequente é que muitos pacientes subestimam alterações iniciais, tentando tratar as lesões com pomadas por conta própria e sem recomendação médica.', disse o especialista sobre a procura tardia dos pacientes. 'Esse atraso faz com que muitos casos sejam diagnosticados em estágios avançados, quando os tratamentos são mais complexos e mutiladores.'
Freepik*Estagiário sob supervisão de Paulo Leite