SAÚDE

Pode colocar plástico no micro-ondas? Especialista explica riscos


Estudos científicos indicam liberação de microplásticos e substâncias químicas em altas temperaturas

Por Thamires Pinheiro
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Micro-ondas e plástico em alerta

Aquecer alimentos em recipientes plásticos pode liberar microplásticos e substâncias químicas nos alimentos. De acordo com um relatório do Greenpeace, baseado em análises de estudos científicos recentes, embalagens 'prontas para aquecer' podem liberar até meio milhão de partículas em apenas cinco minutos de micro-ondas. Gabriela alerta que esse número mostra como o impacto é rápido e invisível.

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O efeito do calor

A oncologista e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Gabriela Sacttolin, explica que as altas temperaturas alteram a estrutura do plástico, facilitando a liberação de partículas microscópicas que se misturam ao alimento sem qualquer sinal visível. Ela destaca que esse processo não pode ser percebido a olho nu, o que torna o risco ainda mais preocupante.

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Risco químico

Além dos microplásticos, Gabriela também ressalta que substâncias químicas usadas na fabricação das embalagens podem migrar para os alimentos, muitas delas sem controle específico para uso alimentar. Segundo ela, essa exposição contínua pode trazer efeitos cumulativos ao organismo.

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Quando o plástico envelhece

Recipientes riscados, reutilizados ou desgastados liberam ainda mais partículas quando aquecidos, aumentando o risco de contaminação dos alimentos. Estudos apontam que o desgaste acelera a liberação de microplásticos e compostos químicos, especialmente em contato com altas temperaturas. A médica reforça que o uso prolongado de plásticos danificados potencializa os riscos e deve ser evitado.

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Requer atenção

Para a oncologista, a exposição contínua a microplásticos representa um risco silencioso para o organismo. Segundo ela, o consumo frequente de alimentos aquecidos em plástico pode gerar impactos cumulativos no corpo, principalmente em sistemas como o hormonal, imunológico e o digestivo. O problema não está no micro-ondas em si, mas no material utilizado no aquecimento, e reforça que a troca do recipiente já reduz o risco.

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Mudança de hábito

Transferir o alimento para recipientes de vidro, cerâmica ou porcelana antes de aquecer já diminui a exposição a partículas e substâncias químicas. Por isso, descartar potes danificados e substituir por materiais mais seguros é uma medida simples que protege a qualidade das refeições e contribui para uma rotina mais saudável.

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Proteção no cotidiano

A oncologista lembra que pequenas escolhas diárias, como optar por recipientes seguros, podem reduzir significativamente a exposição a contaminantes invisíveis e proteger o organismo de riscos futuros.

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