SAÚDE

Descubra o que vinho realmente causa ao intestino e coração


Ligado à longevidade e à dieta mediterrânea, vinho tinto influencia o intestino e o coração; especialista explica

Por Thamires Pinheiro
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O intestino em foco

Pesquisas recentes mostram que os polifenóis do vinho tinto interagem com a microbiota intestinal. Como não são totalmente absorvidos no intestino delgado, chegam ao cólon e passam a ser transformados pelas bactérias, favorecendo espécies ligadas a menor inflamação e melhor resposta imunológica

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Estilo de vida ou bebida

Análises como as publicadas no 'British Medical Journal' sugerem que o suposto benefício cardiovascular pode estar mais ligado ao estilo de vida de quem consome vinho com moderação, alimentação variada e prática de atividade física, do que à bebida em si

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Exige atenção!

Segundo a nutricionista Ana Clara da Cruz Silva, essa relação existe, mas não deve ser romantizada. Há indícios de modulação positiva da microbiota, porém o impacto é pequeno e insuficiente para tratar o vinho como ferramenta de saúde

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O paradoxo francês

Durante décadas, o vinho tinto foi associado à proteção cardiovascular, especialmente pelo chamado paradoxo francês, que buscava explicar os baixos índices de doenças cardíacas na França apesar de uma dieta rica em gorduras

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O resveratrol em debate

Grande parte dessa narrativa se apoia no resveratrol, presente na casca da uva e estudado pela ação antioxidante. Em laboratório, ele reduz estresse oxidativo e inflamação, mas no corpo humano a resposta é diferente. A quantidade no vinho é baixa demais para efeitos clínicos relevantes

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Limite de baixo risco

Não existe dose considerada benéfica, apenas limites de baixo risco. Isso equivale a uma taça por dia para mulheres e até duas para homens. Acima disso, os efeitos negativos do álcool superam qualquer possível benefício, colocando o vinho entre o prazer social e o interesse científico

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