Em 27 de janeiro de 2026, chegou às plataformas o primeiro single de “Ópera Grunkie”, novo álbum de Marina Lima.
Por FliparO disco, que tem lançamento marcado para 24 de março, marca a primeira obra da artista após a morte de seu irmão, o poeta Antônio Cícero (1945-2024), e inaugura uma nova fase em sua trajetória musical.
A faixa escolhida para apresentar o projeto se chama “Olivia” e nasceu a partir de uma inspiração curioso: a macaca Olívia, que ganhou notoriedade nas redes sociais e mantém um perfil no Instagram.
Além da música de estreia, o álbum reunirá colaborações com artistas como Ana Frango Elétrico e Laura Diaz, integrante da banda Teto Preto, ampliando o diálogo de Marina com diferentes gerações e sonoridades da música brasileira.
Cantora e compositora com uma longa e exitosa carreira, Marina Correia Lima nasceu no Rio de Janeiro, em 17 de setembro de 1955. Ela viveu parte da infância nos Estados Unidos, por conta da profissão do pai, o economista Evaldo Correia Lima, que foi diretor do BID (Banco Internacional de Desenvolvimento).
Ela é irmã do poeta e filósofo Antônio Cícero (1945 – 2024), com quem viria a estabelecer uma das parcerias mais importantes de sua carreira musical.
O início da trajetória profissional de Marina Lima ocorreu em 1977, quando Gal Costa gravou a sua composição “Meu Doce Amor”. Em seguida, foi apresentada ao público como cantora em um compacto com as músicas “Muito”, de Caetano Veloso, e “Tão Fácil”, composição assinada por ela e Cícero.
Em 1979, de volta ao Rio de Janeiro, ela lançou seu primeiro LP, “Simples Como Fogo”, consolidando o início de sua carreira fonográfica e já com parcerias com o irmão Antônio Cícero.
Durante os anos 1980, Marina Lima se firmou como um dos principais nomes da música brasileira. Em 1981, com o álbum “Certos Acordes”, obteve grande repercussão com “Charme do Mundo”, canção que se tornaria seu primeiro grande sucesso nacional.
Na sequência, lançou “…Desta Vida, Desta Arte…” e, em 1984, o disco “Fullgás”, que abriu definitivamente o mercado para a artista e marcou sua consagração com a música-título, além de faixas como “Mesmo Que Seja Eu”, “Me Chama” e “Veneno”.
Em 1985, lançou o álbum “Todas”, seguido por sua versão ao vivo, que rendeu sucessos como “Eu Te Amo Você”, “Nada Por Mim” e “Pra Começar”, esta última tema de abertura da novela “Roda de Fogo”.
Mesmo com o predomínio do rock nacional e do pop nas paradas, Marina destacou-se pela identidade vocal e pela mistura de gêneros como pop, soul e MPB, tornando-se a cantora mais executada nas rádios brasileiras em 1986.
Em 1987, lançou o novo álbum, um dos mais emblemáticos de sua carreira, marcado pela aproximação com o rock e por canções de forte apelo emocional e romântico. O disco trouxe sucessos como “Uma Noite e 1/2” e “Preciso Dizer Que Te Amo”, esta última composta por Cazuza e que figurou entre as mais tocadas do país em 1988.
Dois anos depois, lançou “Próxima Parada”, com destaque para “À Francesa”, música que integrou a trilha sonora da novela “Top Model”. Em 1991, apresentou o álbum “Marina Lima”, que marcou seu auge artístico, re
O álbum “O Chamado”, lançado em 1993, foi o último grande destaque daquela fase e trouxe a faixa-título e a regravação de “Pessoa”, ambas amplamente usadas em trilhas de novelas.
Em 2000, retornou aos palcos com o espetáculo “Síssi na Sua”, de forte influência teatral, e no ano seguinte lançou o álbum “Setembro”, que incorporou elementos eletrônicos ao rock e teve músicas incluídas em trilhas de novelas como “O Clone”
Em 2015, lançou “No Osso”, registro ao vivo de uma turnê de voz e violão, e nos anos seguintes seguiu explorando novas sonoridades, como no single “Só os Coxinhas”, de 2018, e no EP “Motim”, lançado em 2021 com participação de Mano Brown. Em 2019, celebrou 40 anos de carreira com a turnê “
Nos anos mais recentes, Marina Lima seguiu ativa nos palcos e em grandes festivais, com outra turnê, iniciada em 2024, e apresentações em eventos como o Lollapalooza Brasil, em 2025, onde dividiu o palco com Pabllo Vittar e apresentou releituras de canções contemporâneas.
Em outubro de 2024, enfrentou a perda do irmão e parceiro artístico Antônio Cícero, encerrando um ciclo fundamental de sua trajetória, marcada por reinvenções constantes, relevância cultural e uma obra que atravessa gerações.