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Novos estudos indicam ‘nova origem’ de construção mais antiga do mundo; conheça Göbekli Tepe, na Turquia


Novas pesquisas arqueológicas reacenderam discussões sobre um sítio arqueológico que fica no atual território da Turquia.

Por Flipar
DAI/Unesco

Embora sua datação inicial seja de cerca de 12 mil anos atrás, novas análises sugerem que Göbekli Tepe pode ser ainda mais antiga do que se imaginava.

Wikimedia Commons/Hamdigumus

Desde as primeiras escavações, nos anos 1990, o local surpreendeu por apresentar enormes pilares de pedra ricamente esculpidos.

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Alguns chegava a ter até seis metros de altura e mais de 20 toneladas.

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Os monumentos foram erguidos por sociedades que aparentemente ainda viviam como caçadores-coletores.

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Estudos recentes de estratigrafia, micromorfologia do solo e ferramentas de pedra sugerem fases de ocupação anteriores às estruturas conhecidas.

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Essas descobertas reforçam a ideia de que Göbekli Tepe não seria um caso isolado, mas parte de um processo cultural no qual conhecimentos técnicos e simbólicos foram transmitidos por gerações.

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O sítio desafia o modelo clássico segundo o qual a agricultura teria surgido primeiro, seguida por assentamentos permanentes e só depois por construções monumentais.

Wikimedia Commons/Dosseman

Ali, não há evidências claras de cultivo sistemático no período das grandes estruturas, mas sim de grupos organizados, capazes de mobilizar grandes contingentes humanos para projetos coletivos e rituais elaborados.

Wikimedia Commons/Hamdigumus

Os pilares em forma de “T”, muitas vezes interpretados como figuras humanas estilizadas, apontam para um sistema simbólico sofisticado.

Pexels/Sami Aksu

Antes, esse tipo de estrutura era considerado típico de sociedades muito posteriores.

Pexels/Sami Aksu

O debate também se apoia em análises microscópicas do solo, que revelaram vestígios de atividades humanas mais antigas como fogueiras, marcas de pisoteio e fragmentos de ferramentas.

Pexels/Sami Aksu

Além disso, foram feitas comparações com outros sítios da Anatólia que apresentam tecnologias parecidas possivelmente ainda mais antigas.

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Como mais de 90% do complexo permanece enterrado, muitos pesquisadores acreditam que o que já foi escavado represente apenas a fase final de um uso prolongado do local.

Wikimedia Commons/Hamdigumus

Se confirmado, isso fortaleceria a hipótese de que rituais e grandes encontros sociais tenham estimulado a experimentação agrícola para sustentar grandes grupos.

Wikimedia Commons/Dosseman

Apesar do entusiasmo, há resistência acadêmica, já que revisões cronológicas exigem múltiplas confirmações independentes.

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No caso de Göbekli Tepe, as datações por radiocarbono mais sólidas ainda indicam cerca de 11.500 anos.

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