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Saiba a “ligação” do Sambódromo do Rio com títulos de nobreza do Brasil Império


Carnaval 2026. E o sambódromo do Rio tem um símbolo que se destaca: o“M” da Apoteose do Samba. Ele se refere à letra inicial da palavra Marquês, já que o nome oficial da via é Marquês de Sapucaí.

Por Flipar
Foto: Fernando Maia/Riotur

Trata-se de uma homenagem a Cândido José de Araújo Viana, importante figura política do Brasil Império. Ele tinha o título de Marquês concedido pela Coroa.

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O Sambódromo foi projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1984. A Praça da Apoteose, onde está o famoso monumento com a letra “M”, marca o ponto final dos desfiles das escolas de samba no Carnaval do Rio.

Marco Antonio Teixeira/Riotur

Os títulos de nobreza no Brasil existiram oficialmente durante o período do Brasil Império, quando o país era governado por Dom Pedro I e depois por Dom Pedro II. Barões, viscondes, condes, marqueses e duques eram agraciados pelo imperador por serviços prestados ao Estado. Veja alguns famosos.

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Duque de Caxias (1803–1880) – Principal líder militar do Império e patrono do Exército Brasileiro. Luís Alves de Lima e Silva teve papel decisivo na Guerra do Paraguai e na consolidação da unidade nacional.

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Barão de Mauá (1813–1889) – Irineu Evangelista de Sousa foi pioneiro da industrialização brasileira. Investiu em ferrovias, bancos, estaleiros e modernização econômica.

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Visconde do Rio Branco (1819–1880)- José Maria da Silva Paranhos foi um dos principais estadistas do Segundo Reinado. Liderou a aprovação da Lei do Ventre Livre, em 1871.

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Marquês de Paraná (1801–1856) – Honório Hermeto Carneiro Leão foi primeiro-ministro e articulador político de destaque. Atuou na estabilização institucional do Império.

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Marquês de Olinda (1793–1870) – Pedro de Araújo Lima foi regente durante a menoridade de Dom Pedro II. Exerceu forte influência na organização do Estado imperial.

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Barão do Rio Branco (1845–1912) – José Maria da Silva Paranhos Júnior consolidou fronteiras brasileiras por meio da diplomacia. Tornou-se símbolo da política externa nacional.

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Barão de Cotegipe (1815–1889) – João Maurício Wanderley foi líder conservador e presidente do Conselho de Ministros. Teve participação ativa nos debates sobre a escravidão.

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Visconde de Taunay (1843–1899) – Alfredo d’Escragnolle Taunay destacou-se como escritor e militar. É autor de “Inocência”, clássico da literatura brasileira.

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Conde d’Eu (1842–1922)
– Gaston d’Orléans casou-se com a princesa Isabel. Comandou tropas brasileiras na fase final da Guerra do Paraguai.

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Barão de Itararé (1827–1893) – Francisco de Paula Mayrink foi banqueiro influente no Segundo Reinado. Atuou no financiamento de obras e no setor ferroviário.

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Baronesa de Sorocaba (1818–1889) – Rafaela de Barros integrou a aristocracia rural paulista. Tornou-se referência entre as mulheres da elite cafeeira.

French School, 19th Century wikimedia commons

Visconde de Ouro Preto (1836–1912) – Afonso Celso de Assis Figueiredo foi o último chefe de governo do Império. Estava no cargo na Proclamação da República, em 1889.

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Durante o Império, mais de 1.100 títulos foram concedidos. Com a Proclamação da República, em 1889, os títulos deixaram de ter reconhecimento oficial no Brasil.

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