Em 17 de fevereiro de 2026, Paris Hilton completa 45 anos. Herdeira de uma conhecida família dos Estados Unidos, ela transformou a fama inicial ligada ao sobrenome em uma carreira própria, atravessando diferentes fases como socialite, empresária, artista e ativista.
Por FliparNascida em Nova York, em 1981, Paris Whitney Hilton é bisneta de Conrad Hilton, fundador da rede Hilton Hotels.
Criada entre mansões, hotéis de luxo e temporadas em cidades como Beverly Hills e Nova York, ela cresceu sob os holofotes da alta sociedade norte-americana.
Desde a adolescência, passou a frequentar eventos exclusivos e a aparecer em colunas sociais, consolidando uma imagem associada ao glamour e à vida noturna.
Ainda jovem, iniciou carreira como modelo, desfilando para marcas internacionais. No início dos anos 2000, tornou-se presença constante em capas de revistas, campanhas publicitárias e festas badaladas.
Nesse período, passou a ser vista como um dos principais rostos da chamada “cultura das celebridades”, impulsionada pelo crescimento dos tabloides e da internet.
A virada definitiva em sua popularidade aconteceu em 2003, com o lançamento do reality show “The Simple Life”, no qual contracenava com Nicole Richie, filha do cantor Lionel Richie. O programa mostrava as duas herdeiras vivendo em ambientes rurais e exercendo trabalhos simples, explorando o contraste entre luxo e cotidiano.
O sucesso foi imediato e transformou Paris em um fenÃŽmeno global, popularizando seu jeito de falar, expressões marcantes e uma persona pública cuidadosamente construÃda.
Paralelamente à televisão, ela investiu na música e no cinema. Em 2006, lançou o álbum “Paris”, que incluiu o single “Stars Are Blind”, bem recebido comercialmente.
Ela também atuou em filmes e séries, geralmente em papéis que dialogavam com sua imagem midiática, reforçando o personagem da “loira rica e extravagante”, ao mesmo tempo em que demonstrava consciência estratégica sobre sua própria exposição.
Em 2005, ela atuou no filme de terror “A Casa de Cera”, interpretando uma das jovens perseguidas na trama, papel que lhe rendeu maior visibilidade como atriz.
Em 2008, participou do musical de ficção científica “Repo! A Ópera Genética”, mostrando uma faceta mais experimental de sua carreira.
Cinco anos depois, apareceu em “Bling Ring: A Gangue de Hollywood”, de Sofia Coppola, no qual viveu a si mesma em uma história inspirada em fatos reais sobre assaltos a casas de celebridades.
Ao longo dos anos, Paris também construiu uma sólida carreira empresarial. Tornou-se referência no setor de perfumes, lançando dezenas de fragrâncias vendidas em diversos países, além de linhas de moda, acessórios e cosméticos.
Na década de 2010, passou a se destacar como DJ, apresentando-se em festivais, clubes e eventos de grande porte ao redor do mundo. Ao mesmo tempo, manteve forte atuação nas redes sociais, antecipando o modelo de influência digital que se tornaria dominante nos anos seguintes.
Com o passar do tempo, Paris começou a reavaliar publicamente a imagem construída no início da carreira. Em entrevistas e documentários, revelou que muitas de suas atitudes faziam parte de uma personagem criada para sobreviver à pressão da fama.
Em 2020, no documentário “This Is Paris”, falou abertamente sobre experiências traumáticas vividas na adolescência, especialmente em internatos, e sobre os impactos emocionais da exposição precoce.
A partir dessas revelações, passou a se envolver mais ativamente em causas relacionadas à proteção de jovens em instituições educacionais e ao debate sobre saúde mental.
Na vida pessoal, após anos de romances altamente divulgados, encontrou estabilidade ao se casar com o empresário Carter Reum, com quem está desde 2021 e com quem tem dois filhos, ambos por barriga de aluguel.
Paris Hilton representa um caso singular de longevidade na indústria da fama. De símbolo da era dos tabloides a empresária global e figura engajada em causas sociais, ela conseguiu transformar críticas, estereótipos e crises em oportunidades de reinvenção.