Um espetáculo da natureza que para muitos pode parecer fantasia na verdade é um fenômeno biológico real.
Por FliparAo contrário da bioluminescência — em que o próprio organismo produz luz, como acontece com os vaga-lumes —, a fotoluminescência depende de uma fonte externa.
Entre os exemplos mais conhecidos estão os escorpiões. Eles brilham graças a uma camada extremamente fina e resistente do exoesqueleto, conhecida como hialina.
As razões para esse efeito ainda não são totalmente compreendidas pela ciência.
Pesquisadores levantam hipóteses como a possibilidade de o exoesqueleto funcionar como um “sensor de luminosidade”, ajudando o escorpião a perceber se está exposto ou protegido pela sombra.
Entre anfíbios e répteis, os números também impressionam: mais de 90% dos sapos e grande parte das cobras exibem reflexos ou colorações fluorescentes.
A utilidade da fotoluminescência varia conforme o ambiente. Em cobras arborícolas, por exemplo, o reflexo UV pode ajudar na camuflagem, já que folhas e plantas também refletem esse tipo de luz.