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Jornal resgata texto com ‘mea culpa’ de Demétrio Magnoli sobre impeachment de Dilma


O jornal “Folha de S.Paulo” republicou em 10 de fevereiro de 2026 um artigo do sociólogo Demétrio Magnoli em que ele afirmava ter cometido um erro ao defender o impeachment de Dilma Rousseff. 

Por Flipar
Reprodução de vídeo Globoplay

O texto foi resgatado na seção especial “105 Colunas de Grande Repercussão”, que faz parte das celebrações pelos 105 anos do jornal. Dilma teve o mandato de presidente cassado pelo Congresso Nacional em 2016.

- Reprodução do Youtube Canal TV Cultura

Em 2022, Demétrio escreveu coluna com o título “Errei sobre o impeachment” em que explicava sua reavaliação do processo. 

 

Reprodução do Youtube Canal TV Cultura

No texto, Demétrio afirmou que o artigo “Impeachment, urgente!”, de março de 2016, foi um erro de “avaliação política” da sua parte.

Reprodução de vídeo Globoplay

O país podia suportar mais dois anos de desgoverno, até o veredicto das urnas”, argumentou o sociólogo.

Reprodução de vídeo Globoplay

“Legítimo e legal, o impedimento de Rousseff foi um erro político grave. Entendi isso no começo. Depois, fui tragado pelo turbilhão. Mea culpa”, afirmou Demétrio no encerramento da coluna. 

Reprodução do Flickr Mario Miranda Filho/Agencia Foto

Demétrio Martinelli Magnoli nasceu em São Paulo, em 1958. Jornalista, sociólogo e doutor em Geografia Humana, ele é autor de diversos livros. 

Reprodução do Flickr Cleones Novais

Formado pela Universidade de São Paulo, ele teve participação ativa no movimento estudantil durante o período da ditadura militar. 

Reprodução de rede Social

Conforme registros da Comissão da Verdade da instituição, ele chegou a ser fichado pelos órgãos de repressão enquanto cursava jornalismo.

Reprodução do Flickr Instituto Millenium

Ele militou no movimento trotskista Liberdade e Luta (Libelu), ligado à Organização Socialista Internacionalista.

Reprodução do Flickr Luciano Piva

Sua produção intelectual começou ainda nos anos 1980. Em 1986, lançou “O que é Geopolítica?”, obra que ajudou a projetá-lo no debate público. 

Divulgação

Anos depois, publicou “O Corpo da Pátria: Imaginação Geográfica e Política Externa no Brasil, 1808-1912”, trabalho derivado de sua tese de doutorado defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, em 1996. O livro foi finalista do Prêmio Jabuti em 1997.

Reprodução do Flickr Colégio Integral

Ao longo da carreira, tornou-se presença frequente na imprensa brasileira. Atualmente, é comentarista de política internacional no Jornal das Dez e participa do programa GloboNews em Pauta, ambos da GloboNews.

Reprodução de vídeo Globoplay

Ele também assina colunas nos jornais “O Globo” e “Folha de S.Paulo”. No passado, colaborou com “O Estado de S. Paulo”, com a revista “Época”, com a “Rádio BandNews FM” e foi comentarista do “Jornal da Cultura”.

Reprodução de vídeo Globoplay

No campo das ideias, Magnoli já protagonizou debates intensos, especialmente em torno das políticas de ação afirmativa no Brasil, como as cotas raciais em universidades. 

Reprodução do Flickr Colégio Integral

Em 2019, publicou â??Uma Gota de Sangue: História do Pensamento Racial”, em que analisa como o conceito de “raça” foi construído ao longo de 200 anos. 

Reprodução do Youtube Canal TV Cultura

O sociólogo é conhecido por seu estilo incisivo, que já o levou a protagonizar debates acalorados ao vivo com colegas de programa.

Reprodução de vídeo Globoplay

Algumas dessas discussões, com jornalistas como Guga Chacra, Mauro Paulino, Gerson Camarotti e Sandra Coutinho, chegaram a viralizar na internet. 

Reprodução de vídeo Globoplay