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Após prisõe de bate-bolas, Rio de Janeiro pode obrigá-los a ter registro em batalhões


Embora sejam parte da cultura do Carnaval de rua no subúrbio do Rio de Janeiro, não é de hoje que os bate-bolas têm gerado preocupação junto às autoridades do estado.

Por Flipar
THmcdias/Wikimedia Commons

Uma proposta do deputado estadual Dionísio Lins prevê que esses grupos passem a se cadastrar na Secretaria de Estado de Turismo e nos batalhões da Nilópolis, na Baixada Fluminense, com destino ao Complexo da Penha.

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O episódio reflete o problema da infiltração de criminosos que utilizam o disfarce para confrontos entre grupos rivais.

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A tragédia aconteceu em Rocha Miranda, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Fábio Pereira Rangel estava acompanhado do filho, de apenas quatro anos, e acabou atingido ao tentar conter a briga.

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Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Getúlio Vargas, mas não resistiu aos ferimentos.

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A tradição dos bate-bolas, também conhecidos como Clóvis, é uma das manifestações culturais mais autênticas do subúrbio, da Zona Oeste e da Baixada do Rio de Janeiro.

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Longe do glamour dos desfiles da Sapucaí, essa prática representa a essência do Carnaval de rua periférico.

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Os grupos desfilam pelas ruas com fantasias coloridas, máscaras e bolas presas a bexigas ou bastões, que batem no chão para anunciar sua passagem.

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A origem dos bate-bolas remonta ao início do século 20, com influências de personagens mascarados da Europa, como os arlequins.

Steph684 por Pixabay

As fantasias variam de acordo com o estilo do grupo, podendo incluir macacões coloridos, capas ou sombrinhas.

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As máscaras podem ser de plástico ou fibra com expressões caricatas e até referências a personagens da cultura pop.

Flickr - Ratao Diniz

A produção é levada a sério: muitos grupos passam o ano inteiro planejando temas, confeccionando figurinos e organizando a “saída oficial”.

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