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Exumação dos Mamonas Assassinas faz parte de projeto ambiental


Quase 30 anos após o acidente aéreo que vitimou os Mamonas Assassinas, os corpos de Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli foram exumados, no Cemitério Primaveras I, em Guarulhos, no dia 23 de janeiro.

Por Flipar
Reprodução de vídeo/Metrópoles

A cerimônia, segundo “Metrópoles”, foi restrita aos familiares e realizada com os portões fechados. Ela faz parte da criação do Jardim BioParque Memorial Mamonas, segundo Ancelmo Gois. Parte dos restos mortais será cremada e transformada em adubo para cinco árvores.

Reprodução de vídeo/Metrópoles

Cada uma representa um integrante. As sepulturas serão preservadas e o novo espaço contará com acompanhamento digital e totens interativos aberto ao público. Os Mamonas, aliás, eram conhecidos pelo bom humor e por divertir o público com letras irreverentes.

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Em 2023, o artista visual Hidreley Diao usou tecnologia de inteligência artificial para criar as imagens dos integrantes da Banda Mamonas Assassinas, como eles provavelmente estariam quase três décadas depois da morte do grupo.

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O resultado repercutiu nas redes sociais e os fãs puderam matar a saudade dos músicos que deixaram uma marca de talento e irreverência. Veja um a um como eles estariam no futuro.

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Dinho – Era o vocalista e a alma da banda. Nascido em 5/3/1971, em Irecê, na Bahia, tinha 24 anos e morreu 3 dias antes de seu aniversário. Letrista do Mamonas, abusava dos deboches e rimas brincalhonas em suas músicas.

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Bento Hinoto – O guitarrista. Tinha ascendência japonesa, mas gostava de usar cabelo rastafári. Estava com 25 anos na época do acidente.

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Samuel Reoli – Era baixista. Nascido em 11/3/1973, tinha 22 anos. Ele e o irmão Sérgio tocavam juntos na banda. Trabalhou como office boy antes de conhecer a fama.

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Sérgio Reoli – Era baterista. Nascido em 30/9/1969, em Guarulhos (SP), tocava com o irmão Samuel na banda. O nome Reoli vem das sílabas iniciais de Reis e Oliveira, sobrenome dos dois irmãos.

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Júlio Rasec – Era tecladista. Nascido em 4/1/1968 em Guarulhos (SP), se chamava Júlio César Barbosa e adotou o sobrenome artístico Rasec por ser a inversão de César. Agora, conheçamos a história da banda, que mudou o Brasil.

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Sua semente remonta a 1989, quando Sérgio conheceu o irmão de Bento e eles se juntaram a Sérgio Reoli formando a Banda Utopia, que fazia covers de bandas já famosas na época (Legião Urbana, Titãs, Paralamas do Sucesso).

Domínio Público - Wikimédia Commons

Numa apresentação, o público pediu que eles cantassem ‘Sweet Child o’ Mine’, do Guns N’Roses (foto), e eles não sabiam. Aí o Dinho, que estava na plateia, se voluntariou e subiu ao palco. Também não sabia a letra, mas enrolou e todos acharam engraçado.

Raph PH wikimedia commons

Ele acabou se tornando o vocalista da banda, que passou a se chamar Mamonas Assassinas. Um nome irreverente que conquistou de vez o público.

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O sucesso foi estrondoso. Eles não paravam de se apresentar em shows pelo Brasil, sempre de forma divertida e com grande retorno do público. A musicalidade com irreverência fez com que a banda ocupasse os primeiros lugares.

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A banda também estava sempre em programas de TV, com imensa popularidade, cativando a audiência. A presença dos Mamonas era garantia de muita gente do outro lado da telinha.

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Um dos maiores sucessos foi a Brasília Amarela, que virou um must nas rádios na época. O carro ganhou uma popularidade incrível na esteira do clipe dos jovens músicos.

Reprodução e Instagram @samuelreoli

A banda deu uma entrevista superdivertida a Jô Soares, quando o falecido apresentador ainda estava no SBT. Era o programa ‘Jô Soares 11 e meia’.

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Eis uma das últimas imagens da banda, em show no estádio Mané Garrincha, em Brasília. Dali eles partiram para a viagem que terminaria em tragédia: a queda do avião em 2/3/1996 na Serra da Cantareira, no norte de São Paulo.

Reprodução TV Globo

Suas morte repercutiram em todo o Brasil, trazendo sensação de luto em todo o país. Dizem que Júlio Rasec teve premonição porque disse ao barbeiro, horas antes da decolagem. A memória dos Mamonas, porém, segue (e seguirá) viva.

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