O raro pichiciego menor, conhecido como “fada rosa”, voltou a ser registrado na Reserva de Biosfera Ñacuñán, na província de Mendoza, na Argentina. Considerado o menor tatu do mundo, o animal mede entre 7 e 11 centímetros e pesa cerca de 100 gramas.
Por FliparSua carapaça rosada, combinada com pelos claros, explica o apelido curioso. De acordo com informações do governo de Mendoza, o pequeno mamífero vive quase sempre sob a terra, escavando túneis em solos arenosos e saindo principalmente à noite para se alimentar de insetos.
Autoridades ambientais destacaram a importância do avistamento. O diretor de Biodiversidade e Ecoparque, Ignacio Haudet, afirmou que cada registro indica que o ecossistema segue funcionando. E, falando em tatus…
Recentemente, uma equipe de pesquisadores do Projeto Tatu-Canastra, do Instituto de Conservação de Animais Silvestres (ICAS), fez uma descoberta incrível ao encontrar o maior tatu-canastra da história do Pantanal.
Batizado de Wolfgang, o macho pesa 36 kg e mede 160 cm. É o maior exemplar da espécie já registrado pelos pesquisadores em 14 anos. O projeto visa entender a biologia reprodutiva e fisiologia do tatu-canastra.
Uma vez considerado vulnerável pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie apresenta um desafio para os cientistas dada a escassez de dados sobre sua reprodução.
O tatu-canastra é extremamente raro e inacessível em cativeiro, tornando essa pesquisa crucial para garantir a preservação dessa espécie. Wolfgang passou por coleta de material genético para análise.
Distribuídos em cerca de 20 espécies, os tatus, membros da ordem Cingulata, são mamíferos fascinantes, encontrados exclusivamente nas Américas.
Os tatus são animais solitários, noturnos e escavadores, com hábitos alimentares que variam de acordo com a espécie. Em geral, eles se alimentam de insetos, vermes, pequenos vertebrados, frutos e vegetação.
A característica mais marcante dos tatus é a sua carapaça, composta por placas ósseas unidas por faixas flexíveis de pele. Essa estrutura serve como uma eficaz proteção contra predadores, além de auxiliar na regulação da temperatura corporal.
A expectativa de vida deles varia com a espécie, mas pode chegar a 12 anos em cativeiro. Apesar de sua aparência pesada, muitos são excelentes nadadores. Também compensam o fato de terem uma visão precária com um olfato e uma audição aguçados.
Uma das espécies mais conhecidas é o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus), também chamado de tatu-de-nove-bandas, encontrado desde os Estados Unidos até a América do Sul.
Outra espécie notável é o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), que possui a habilidade única de se enrolar completamente em uma bola para se proteger de ameaças.
O tatu-bola é encontrado principalmente no Brasil, nas regiões da Caatinga e Cerrado. Essa espécie está ameaçada de extinção devido à perda de habitat e à caça. Foi o mascote da Copa do Mundo de 2014, aliás.
O tatu-canastra (Priodontes maximus) é a maior espécie de tatu, podendo chegar a 1,5 metro de comprimento e pesar até 60 kg. Ele vive em florestas tropicais da América do Sul e é considerado vulnerável à extinção.
Os tatus desempenham um papel importante no ecossistema, principalmente por suas habilidades de escavação, que ajudam na aeração do solo e na criação de refúgios que outros animais utilizam.
No entanto, muitas espécies de tatu estão ameaçadas pela caça e pela destruição de seus habitats naturais. Além de algumas culturas consumirem a carne de tatu, o avanço das fronteiras agrícolas tem reduzido seu território.
Para terminar, uma curiosidade: algumas espécies — como o tatu-galinha — dão à luz a filhotes geneticamente idênticos. Isso ocorre porque, normalmente, essa espécie gera gêmeos a partir de um único óvulo fecundado que se divide.