O Brasil encerrou o ano de 2025 como a 11ª maior economia do mundo, perdendo uma posição no ranking global em comparação a 2024.
Por FliparApesar da queda para fora do “Top 10”, o país apresentou um crescimento anual de 2,3%, resultado considerado positivo por especialistas.
Embora o aumento do PIB tenha apresentado desaceleração em relação aos 3,4% de 2024 — e o menor avanço em cinco anos —, foi o 5º ano consecutivo de crescimento.
A agropecuária foi o grande destaque, com alta de 11,7%, impulsionada por safras recordes de soja e milho, respondendo por 33% do crescimento do ano.
O setor de serviços cresceu 1,8%, com bom desempenho na área de informação e comunicação (+6,5%) e atividades financeiras (+2,9%).
Ao mesmo tempo, a indústria avançou 1,4%, puxada principalmente pela extração de petróleo e gás — os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O setor de construção teve leve alta (0,5%), mas indústria de transformação e o segmento de eletricidade, água, esgoto e gás registraram queda (-0,2% e -0,4%, respectivamente).
“Esperamos, portanto, um crescimento de 1,7% este ano e uma composição mais equilibrada entre os setores, dado que indústria e serviços devem recuperar dinamismo no começo do ano”, esclareceu o economista Rodolpho Sartori.
O consumo das famílias subiu 1,3%, beneficiado pela melhora do emprego, maior oferta de crédito e programas de transferência de renda, embora tenha desacelerado devido aos juros elevados e ao alto endividamento.
No cenário atual, o Brasil detém 1,9% do PIB mundial, empatado em representatividade com o Canadá, que cresceu apenas 0,7% no ano de 2025.
A descida da 10ª para a 11ª posição na economia mundial não se deve a um desempenho ruim do PIB brasileiro, mas sim a fatores externos; veja alguns!
A ascensão da Rússia: A moeda russa se valorizou na média de 2025, o que inflou o PIB do país em dólares, permitindo que ultrapassasse o Canadá e o Brasil.
Câmbio: Como o ranking utiliza a taxa de câmbio média, a desvalorização do real frente ao dólar ao longo do ano impactou o cálculo do valor total da economia brasileira (estimada em US$ 2,268 trilhões).
Entre as economias acompanhadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a Irlanda liderou o crescimento em 2025 (6,7%), impulsionada por multinacionais de tecnologia.
A China avançou 5% e cumpriu sua meta, embora haja expectativa de desaceleração. Já Estados Unidos (2,2%) e Noruega (2,2%) tiveram desempenho semelhante ao do Brasil.
Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a Indonésia deve ultrapassar o Brasil no ranking por paridade de poder de compra, rebaixando o país sul-americano para a 8ª posição.
Segundo projeções da pesquisa Focus do Banco Central, para 2026 a expectativa é de uma nova perda de fôlego, com projeções de crescimento em torno de 1,8%.