Carolina Pavanelli, conhecida por interpretar a órfã Laleska na novela “Sonho Meu”, não seguiu carreira como atriz na vida adulta. Após o sucesso inicial na TV, ela se formou em Comunicação Social e decidiu direcionar sua trajetória profissional para a área da educação.
Por FliparHoje, é professora de Língua Portuguesa e Redação, embora já não atue diretamente em sala de aula. Também desenvolve e participa ativamente de projetos literários e educativos. Segundo a própria Carolina, educar sempre foi seu sonho, e a educação não representa apenas uma escolha profissional, mas uma vocação da qual não pôde nem deseja se afastar.
“Uma das brincadeiras de que eu mais gostava quando era criança era ‘ser professora’. Passava horas fingindo dar aula para minhas bonecas, folheava cadernos, corrigia provas imaginárias e adorava ouvir aquele silêncio que só existia na minha cabeça: o silêncio de uma turma atenta. Mal sabia eu que, naquela brincadeira, já ensaiava uma das maiores paixões da minha vida”, revelou em sua rede social.
Além da atuação na educação, Carolina também se dedica à escrita e já publicou alguns livros. O primeiro, “Sonhos de Criança”, foi lançado em 1997 pela Editora Letras e Expressões, quando ela tinha apenas 10 anos de idade, e marcou o início de sua trajetória no mercado editorial.
Depois, publicou “Longe de Alguém tão Perto”, em 2011, pela editora Multifoco. A obra narra a história de Liz, estudante de artes plásticas que idealiza o amor como em uma comédia romântica. Às vésperas da formatura e da produção de sua obra final, Liz conhece Hugo durante uma viagem a Brasília e inicia um relacionamento à distância. A partir desse envolvimento, enfrenta relações conturbadas que afetam sua concentração, sua carreira e seus planos para o futuro.
Também lançou o livro infantil “Quem Tem Medo do Vento?”, publicado pela editora Eleva e ilustrado por Michely Klopper e outros artistas. A obra aborda, de forma lúdica e acolhedora, os medos comuns da infância e é voltada a crianças em fase de descobertas, além de incentivar a leitura em famÃlia.
Carolina já afirmou em entrevistas que a experiência como atriz contribuiu de forma significativa para sua atuação como educadora. Segundo ela, o período na televisão desenvolveu habilidades essenciais de comunicação, expressão verbal e segurança ao falar em público.
Afastada das novelas há mais de 20 anos, utiliza as redes sociais como principal canal de comunicação com o público. Por meio dessas plataformas, compartilha aspectos de sua rotina e de sua trajetória profissional, além de indicar leituras, comentar obras literárias, filmes e séries, e incentivar o desenvolvimento do hábito da leitura.
Inclusive, em uma publicação feita em 19 de fevereiro de 2026, data em que completou 39 anos, ela destacou que a maturidade lhe trouxe maior clareza sobre suas escolhas pessoais e profissionais. No texto, ressaltou que o tempo contribuiu para fortalecer sua autoconfiança, definir prioridades e assumir decisões com mais segurança.
“Aos 39, já não preciso provar nada a ninguém. Sei o que quero e, talvez mais importante, sei o que não quero. Ser uma mulher independente não significa não precisar de ninguém. Significa poder escolher. É pagar as próprias contas, sustentar as próprias ideias, bancar os próprios sonhos e assumir as próprias decisões. É entender que maturidade não endurece, aprofunda”, escreveu.
Carolina Cancio Pavanelli Moura, seu nome completo, nasceu no Rio de Janeiro em 19 de fevereiro de 1987. Teve uma carreira intensa e bem-sucedida na televisão nos anos 1990, embora relativamente breve, e depois, se consolidou como educadora e executiva.
Estreou nas novelas aos seis anos de idade, em 1993, ao protagonizar a trama das 18h da TV Globo, “Sonho Meu”, interpretando Maria Carolina, conhecida como Laleska. Na produção, contracenou com nomes como Beatriz Segall e Elias Gleizer.
O sucesso foi imediato. Com a repercussão da novela, se tornou presença constante em campanhas publicitárias, programas de auditório e eventos televisivos e se consolidou como uma das crianças mais requisitadas da televisão brasileira naquele período.
Em seguida, integrou outras produções da TV Globo. Em 1996, participou da novela “Quem é Você?” no papel de Daniela. No ano seguinte, passou a integrar o elenco de “Malhação”, onde interpretou Rafaela. Em 1998, deu vida à personagem Bisteca em “Meu Bem Querer”.
Também participou do seriado “Caça Talentos”, ao lado de Angélica, e de diversos episódios de “Você Decide”. Esteve presente em especiais de fim de ano e em programas da emissora, incluindo atrações comandadas por Chico Anysio, além de ter sido uma das apresentadoras mirins do “Criança Esperança”.
Seu último trabalho como atriz na televisão ocorreu em 2009, na série “A Lei e o Crime”, exibida pela Record TV. A produção combina ação, suspense e drama ao retratar o confronto entre o crime organizado e a polícia no Rio de Janeiro. Na trama, ela participou do episódio final, no papel de Aninha.