Animais

Orelhas, nadadeiras e presas: as diferenças entre focas, leões-marinhos e morsas


Focas, leões-marinhos e morsas pertencem ao mesmo grupo de mamíferos marinhos chamado pinnípedes. Embora tenham aparência semelhante à primeira vista, existem diferenças claras entre eles. Confira a seguir!

Por Flipar
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A palavra pinnípedes deriva do latim, que significa “pés em forma de nadadeira”. Isso porque esses animais são adaptados à vida aquática, mas ainda dependem da terra ou do gelo para descansar, se reproduzir e cuidar dos filhotes.

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As chamadas “focas verdadeiras”, da família Phocidae, são as mais adaptadas à vida exclusivamente aquática. Em geral, elas são mais discretas e silenciosas.

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Outra característica das focas verdadeiras é que elas não possuem orelhas externas visíveis; no lugar delas há apenas pequenas aberturas auditivas.

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Seu corpo é muito hidrodinâmico, ideal para mergulhos profundos e longos períodos de caça no oceano — elas nadam movendo a parte traseira do corpo de um lado para o outro.

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Por outro lado, como suas nadadeiras traseiras são fixas para trás e não rotacionam, na terra a locomoção das focas é desajeitada; elas precisam “rastejar” ou “galopar”com a barriga.

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Já os leões-marinhos, pertencentes à família Otariidae, apresentam algumas características que os diferenciam facilmente das focas como pequenas orelhas externas visíveis.

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A maior diferença, porém, está na mobilidade: eles conseguem rotacionar as nadadeiras traseiras para a frente, o que lhes permite “caminhar” ou correr sobre as quatro extremidades em terra firme.

Domínio Público

Além disso, os leões-marinhos costumam ser mais barulhentos e sociáveis, formando grandes colônias, sendo conhecidos pelos latidos constantes que emitem em colônias.

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Na água, nadam principalmente usando as nadadeiras dianteiras e fortes como remos para se impulsionar, realizando movimentos semelhantes aos de um voo subaquático.

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As morsas, classificadas na espécie Odobenus rosmarus, são ainda mais fáceis de reconhecer por causa de suas enormes presas de marfim e pelos longos bigodes sensoriais, chamados vibrissas.

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Esses bigodes são extremamente sensíveis e ajudam as morsas a localizar moluscos e outros organismos no fundo do mar. As presas, por sua vez, são usadas para defesa, para disputar posição entre machos e também para ajudar o animal a subir em blocos de gelo.

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Diferentemente das focas e dos leões-marinhos, sua dieta é dominada por moluscos, especialmente mariscos que encontram no fundo do oceano.

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Assim como os leões-marinhos, as morsas conseguem virar as nadadeiras traseiras para caminhar no gelo, mas seu tamanho massivo as torna muito mais lentas.

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Além das diferenças físicas, também existem variações no comportamento social e na forma de locomoção. As focas tendem a ser mais solitárias e passam grande parte da vida no mar aberto.

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Todas essas adaptações refletem diferentes estratégias evolutivas para sobreviver em ambientes marinhos que muitas vezes são extremos para muitos animais.

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