A coloração dos fios de cabelo é fruto da presença de melanina, um pigmento que, dependendo de sua densidade, define tons diferentes — quanto maior a concentração dessa substância, mais escuro será.
Com o passar do tempo, as células responsáveis por produzir esse pigmento dentro dos folículos capilares diminuem sua atividade ou deixam de funcionar, provocando o surgimento dos cabelos grisalhos.
Curiosamente, esses fios sem pigmento podem crescer até 10% mais rápido e apresentam uma textura mais rígida. Segundo especialistas, o processo torna-se definitivo apenas quando o estoque de células-tronco do folículo se esgota totalmente.
Segundo a reportagem, ainda há consenso sobre o que desencadeia o embranquecimento dos cabelos nem quanto controle existe sobre esse processo, que pode começar cedo em algumas pessoas ou apenas em idade avançada em outras.
Além disso, o embranquecimento não ocorre de forma uniforme, o que explica o aparecimento inicial de fios isolados antes da formação de mechas claras mais evidentes.
Cada folículo funciona de forma independente e possui suas próprias células produtoras de pigmento e reservas de células-tronco. Com o envelhecimento, essas estruturas sofrem danos naturais associados ao estresse e ao desgaste celular.
O processo torna-se permanente quando o reservatório de células-tronco se esgota, mas pode ser reversível se isso não acontecer. Pesquisadores relacionaram períodos de maior estresse ao clareamento dos fios e fases menos estressantes ao retorno parcial da cor.
Em alguns casos raros, também foram observados episódios de repigmentação após tratamentos contra o câncer, possivelmente ligados à reativação de células-tronco dormentes.
Grande parte do embranquecimento capilar, contudo, é determinada pela genética familiar, que costuma indicar quando ele tende a começar. Parar de fumar, dormir bem e manter uma alimentação equilibrada pode ajudar a proteger as células pigmentares, embora as evidências ainda sejam indiretas.
Em média, o processo inicia por volta dos 35 anos em pessoas brancas, no fim dos 30 em asiáticos e por volta dos 45 em pessoas negras. Mesmo assim, hábitos de vida também podem influenciar.
Baixos níveis de ferro e vitamina B12 também foram associados ao embranquecimento precoce, mas não há comprovação de que suplementos sejam eficazes para evitar ou reverter o processo.
Certos medicamentos e algumas doenças, como distúrbios da tireoide e condições autoimunes, também podem estar relacionados ao surgimento precoce dos cabelos grisalhos, e nesses casos o tratamento pode reduzir a progressão e permitir algum retorno da pigmentação.
Para a maioria da população, porém, não existem soluções definitivas, e a adoção de um estilo de vida saudável continua sendo a principal recomendação dos especialistas.