Entretanto, esse pequeno país insular no Oceano Índico ao sul do continente asiático, com belíssimas paisagens, pode desaparecer por causa das mudanças climáticas.
Segundo o Fórum Econômico Mundial, o nível dos oceanos pode subir 1,1 metro nas próximas oito décadas com o aquecimento global. Até o ano de 2100, o arquipélago formado por 1.190 ilhas, com praias, lagoas e recifes poderá ser totalmente submerso, pois 80% das ilhas estão apenas um metro acima do nível do mar.
As Maldivas têm um clima tropical e úmido com uma precipitação aproximada de 2 mil mm ao ano. A nação foi colônia portuguesa (1558), neerlandesa (1654) e britânica (1887).
É a nação menos populosa da Ásia, assim como o menos populoso entre os países muçulmanos e também o menor da Ásia. Malé é a maior cidade e capital, no extremo sul do Atol Kaafu.
As Maldivas são um membro fundador da Associação Sul-Asiática para a Cooperação Regional. Também integram a Organização das Nações Unidas, a Organização para a Cooperação Islâmica e o Movimento dos Países Não Alinhados.
A pesca tem sido historicamente a atividade econômica dominante, e continua a ser o maior setor de exportação, seguido pelo rápido crescimento da indústria do turismo.
Junto com Sri Lanka, é um dos dois únicos países do sul da Ásia com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) considerado elevado, com a sua renda per capita sendo a mais alta entre os países da SAARC.
Diz a lenda maldívia que um príncipe cingalês chamado Koimale encalhou com sua esposa, filha do rei do Sri Lanka, em uma lagoa das Maldivas e dominou a região como o primeiro sultão.
Com o passar dos séculos, as ilhas foram visitadas por marinheiros dos países do mar Arábico e dos litorais do oceano Índico, que deixaram a sua marca.
No século XVI, entre 1558 e 1573, os portugueses estabeleceram uma pequena feitoria nas Maldivas, que administraram a partir da colónia principal portuguesa de Goa. Por quinze anos dominaram as ilhas, mas a atuação do feitor foi muito impopular.
O país foi governado como um sultanato islâmico independente na maior parte de sua história entre 1153 e 1968. Foi um protetorado britânico desde 1887 até 25 de julho de 1965. Em 1953, por um breve período, implantou-se uma república mas o sultanato se restabeleceu. Em 1968, a república se firmou no país.
As Maldivas são uma república presidencialista na qual o presidente é o chefe de estado e governo. O presidente é eleito por cinco anos, por voto secreto do parlamento e depois referendado pela população.
Em 26 de dezembro de 2004, as ilhas foram devastadas por um tsunami, que se seguiu a um forte terremoto, produzindo ondas de 1,2 a 1,5 metro de altura e inundando o país quase por completo.
O idioma oficial das Ilhas Maldivas é o dhivehi. Devido ao turismo e à pouca difusão da língua nativa no panorama internacional, os funcionários de qualquer hotel costumam falar inglês. A moeda oficial é a rupia das Maldivas, mais conhecida como rufiyaa.
O Islã foi introduzido nas Maldivas em 1153 e é, até hoje, a religião oficial, seguindo a vertente sunita. Embora o país tenha características consideradas moderadas dentro do mundo islâmico, mantém leis religiosas rígidas, e o papel das mulheres combina participação ativa na sociedade com algumas restrições.
Apesar das paisagens paradisíacas, as Maldivas também enfrentam desafios ambientais. A poucos quilômetros de Malé, a ilha de Thilafushi concentra grande parte dos resíduos do país e ficou conhecida como uma “ilha de lixo”, recebendo centenas de toneladas de descarte por dia, incluindo materiais provenientes do turismo.