Localizado no bairro de Greenwich, no sudeste de Londres, é por ele que passa a linha imaginária que define a longitude 0º, dividindo o planeta Terra nos hemisférios oeste e leste, o chamado Meridiano de Greenwich.
É a partir desse meridiano que se tem a hora padrão mundial, o antigo Tempo Médio de Greenwich (GMT). Os fusos horários são determinados baseados nessa linha imaginária, com as regiões ao leste adiantadas e as do oeste atrasadas em relação a Greenwich.
O Observatório Real de Greenwich foi construído em 1675, por determinação do rei Carlos II da Inglaterra, na época da expansão marítima europeia. O objetivo era determinar a longitude do mar, questão essencial para a atividade de navegação.
Nos séculos seguintes, o Observatório Real de Greenwich fez contribuições importantes no campo da observação astronômica e na medição do tempo, tornando-se uma referência na área.
Entre essas contribuições esteve o desenvolvimento de cronômetros marítimos precisos, como o revolucionário H4 criado pelo relojoeiro John Harrison.
Semelhante a um relógio de bolso grande, ele permitiu a determinação precisa da posição leste-oeste, condição crucial para evitar naufrágios, tornando as navegações mais seguras.
Em 1884, o observatório teve sua importância consagrada durante a Conferência Internacional do Meridiano, em Washington, nos Estados Unidos. Nessa reunião, representantes de vários países decidiram adotar Greenwich como meridiano principal do planeta (longitude 0º).
A medida unificou os sistemas de medição mundial e, desde então, o Meridiano de Greenwich tornou-se referência para o cálculos das longitudes e a criação dos fusos horários.
Ela teve em sua origem o Tempo Médio de Greenwich (GMT), substituído pelo Tempo Universal Coordenado (UTC) e, 1972, como padronização internacional do tempo. A medida foi essencial para organizar transportes, comunicações e atividades científicas em escala global.
Atualmente, o Observatório Real de Greenwich, no topo de uma colina dentro do Greenwich Park, funciona principalmente como museu e centro científico educacional. O local recebe milhares de turistas anualmente.