Essa fibra é retirada principalmente de espécies como a Attalea funifera e a Leopoldinia piassaba. Ambas crescem naturalmente em regiões de clima quente e úmido, favorecendo o extrativismo.
A produção se concentra sobretudo no sul da Bahia, no caso da piaçava-da-bahia, e na região amazônica. Nessas áreas, a atividade faz parte da cultura local há muitas gerações.
O processo de extração é, em grande parte, manual. Os trabalhadores coletam as fibras das folhas da palmeira, secam ao sol e depois realizam a separação por tamanho e qualidade.
A piaçava tem grande importância econômica, especialmente para comunidades tradicionais. Ela garante renda para milhares de famílias que dependem do extrativismo como principal fonte de sustento.
Além disso, a cadeia produtiva movimenta pequenos comércios e indústrias. Desde a coleta até a transformação em produtos finais, há geração de empregos em várias etapas.
Um dos usos mais conhecidos da piaçava é na fabricação de vassouras. Sua resistência e firmeza tornam o material ideal para varrer áreas externas e superfícies mais ásperas.
A vassoura de piaçava se popularizou justamente por sua eficiência. Ela consegue remover sujeiras pesadas sem desgastar rapidamente, sendo muito comum em ruas, quintais e calçadas.
Outro fator que contribui para essa popularidade é o custo acessível. Como é produzida em larga escala no país, a vassoura de piaçava se tornou um item presente em grande parte dos lares brasileiros.
Além das vassouras, a fibra também é usada na fabricação de escovas industriais. Sua rigidez permite aplicações em limpeza pesada e em equipamentos específicos.
A piaçava ainda aparece em cordas, capachos e peças de artesanato. Em algumas regiões, ela é transformada em objetos decorativos, agregando valor ao produto final.
Por ser uma matéria-prima natural e renovável, a piaçava também ganha espaço em propostas sustentáveis. Seu uso contribui para reduzir materiais sintéticos e reforça práticas ligadas à economia verde.