O primeiro passo é evitar coçar e tentar identificar se o objeto é visível ou se a irritação é causada apenas por poeira ou resíduo muito fino. Antes de qualquer tentativa de remoção, lave bem as mãos com água e sabão. Isso reduz o risco de introduzir bactérias no olho e provocar uma infecção, como a conjuntivite.
Em seguida, pisque várias vezes, ação que estimula a produção de lágrimas. Muitas vezes, elas são suficientes para expulsar o cisco de forma espontânea. Caso o desconforto persista, o ideal é enxaguar o olho com bastante água limpa ou soro fisiológico.
Outra opção é mergulhar o rosto em um recipiente com água limpa e piscar dentro dele. Esse processo ajuda a deslocar partículas que estejam presas na superfície ocular.
Caso o cisco seja visível na parte superior ou inferior do olho, é possível tentar removê-lo com cuidado utilizando um cotonete limpo, sem forçar. Nunca utilize objetos rígidos, pontiagudos ou improvisados, pois isso pode causar lesões mais sérias.
É importante ficar atento a sinais de alerta. Se houver dor persistente, vermelhidão intensa, sensibilidade à luz, lacrimejamento contínuo ou sensação de que ainda há algo no olho mesmo após a lavagem, pode haver uma lesão. Nessas situações, o mais seguro é procurar atendimento com um oftalmologista.
Nunca tente remover corpos estranhos maiores ou presos. Nesses casos, cubra o local com cuidado e busque ajuda imediatamente. Em geral, a maioria dos ciscos é eliminada com medidas simples e seguras, desde que feitas com higiene, delicadeza e atenção aos limites do próprio corpo.