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O peixe real que inspirou a Dory de “Procurando Nemo”


Se você já assistiu à animação “Procurando Nemo”, da Pixar, lançada em 2003, aquele filme em que o peixe-palhaço Marlin embarca em uma aventura pelos oceanos à procura de seu filho desaparecido, você com certeza conhece a Dory. O peixe azul, de memória curta, de bom coração, simpática e que fez todo mundo rir com o seu “baleiês”. Ela fez tanto sucesso que, anos depois, a personagem ganhou até um filme próprio, intitulado “Procurando Dory”. Mas o que muita gente pode não saber é que essa persona

Por Flipar
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Inspirada na espécie Paracanthurus hepatus, também conhecida como peixe cirurgião-azul, peixe cirurgião-paleta ou peixe-cirurgião-hipopótamo, esses peixes habitam recifes em toda a região tropical do Indo-Pacífico e são facilmente reconhecíveis graças aos seus corpos de um azul vibrante, marcas pretas marcantes e caudas de um amarelo brilhante.

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Os peixes-cirurgião-azul vivem principalmente em recifes de coral, onde passam os dias nadando entre as estruturas de coral e se alimentando de algas. Podem crescer até 30 centímetros de comprimento e geralmente vivem em pequenos grupos, especialmente quando jovens.

Wikimedia Commons / Donald Davesne

Na natureza, ela faz parte da cadeia alimentar. Assim, essa espécie desempenha um papel importante no ecossistema marinho, pois ela se alimenta, principalmente, de algas. Com isso, ela ajuda a manter o equilíbrio dos recifes de coral, já que evita o crescimento excessivo dessas plantas.

Wikimedia Commons / Pocout2

O peixe-cirurgião-azul tem características curiosas e nem sempre são azuis. Quando são jovens, eles costumam ser amarelos e desenvolvem a cor azul com o tempo e, durante a noite, quando não há luz para refletir a sua pigmentação, esses animais podem parecer esbranquiçados com tons de violeta.

Wikimedia Commons / H. Zell

Além disso, eles possuem um ou mais pares de lâminas afiadas na base das barbatanas da cauda, que são utilizadas tanto para para atacar quanto para se defender. Também são nadadores ágeis, capazes de se movimentar rapidamente entre os recifes, na fase jovem, dependem bastante dos corais, onde se escondem para se proteger de predadores e garantir maior segurança até crescerem.

Wikimedia Commons / Holger Krisp