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Crescem casos de AVC entre pessoas mais novas; jovem é diagnosticado após dor de cabeça forte


O acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico apresenta um aumento expressivo de 66% entre brasileiros com menos de 45 anos, desafiando a ideia de que a doença atinge apenas idosos. O caso sofrido por Eduardo Guerra, aos 30 anos, ilustra essa realidade: após sintomas diferentes das enxaquecas habituais, ele foi diagnosticado e precisou ficar cinco dias na UTI, sem sequelas graves graças ao atendimento rápido. Segundo disse o neurocirurgião Orlando Maia em entrevista ao g1, fatores como estresse,

Por Flipar
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Especialistas alertam que sintomas súbitos como fraqueza em um lado do corpo, dificuldade na fala, alterações visuais e dor de cabeça intensa fora do padrão exigem atendimento imediato, pois cada minuto sem tratamento pode causar danos permanentes ao cérebro. O uso do teste SAMU (avaliar a simetria do sorriso, a fala e pedir para levantar os braços) serve como uma ferramenta prática para reconhecer a gravidade do quadro e buscar ajuda médica imediata.

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O Brasil registra uma morte por AVC a cada seis minutos, e apenas nos três primeiros meses de 2026, mais de 20 mil pessoas faleceram devido a essa condição. A agilidade no socorro médico é o fator que determina a sobrevivência e a qualidade de vida do paciente, pois a falta de oxigênio no cérebro provoca a morte rápida e irreversível de milhares de células nervosas. Para evitar danos permanentes, é preciso reconhecer os sintomas; veja quais!

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O acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame, ocorre quando o fluxo de sangue para alguma região do cérebro sofre uma interrupção ou quando um vaso sanguíneo se rompe. Essa condição representa uma das principais causas de morte e incapacidade no mundo.

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Existem dois tipos principais da doença: o isquêmico e o hemorrágico. O tipo isquêmico é o mais frequente e acontece devido à obstrução de uma artéria por um coágulo ou placa de gordura. Já o hemorrágico é mais grave e resulta do rompimento de uma veia ou artéria, o que gera sangramento interno no tecido cerebral.

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Os sintomas surgem de maneira súbita e exigem atenção imediata. Os sinais mais comuns incluem a perda de força ou dormência em um lado do corpo, dificuldade na fala, boca torta e visão turva. Dor de cabeça intensa e abrupta, sem causa aparente, também serve como um alerta importante.

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'A dor de cabeça que precede o AVC é aguda desde o início. No entanto, dores fortes de cabeça precisam sempre ser investigadas porque nem sempre o início vem com os sintomas seguintes, que são as alterações na visão, movimentos', explicou Orlando Maia.

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A rapidez no atendimento médico define as chances de recuperação, pois a falta de oxigenação destrói milhares de neurônios a cada minuto. O tratamento precoce em unidades especializadas reduz drasticamente o risco de sequelas permanentes, como a paralisia ou a perda da linguagem.

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Diversos fatores de risco contribuem para o surgimento do AVC. A hipertensão arterial é a maior vilã, seguida pelo diabetes, colesterol alto, tabagismo e sedentarismo. O consumo excessivo de álcool e o estresse crônico também elevam as chances de um episódio.

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Em estudos recentes, médicos observam um aumento de casos entre jovens devido ao uso de substâncias ilícitas, anabolizantes e dietas ricas em ultraprocessados. A prevenção se baseia na adoção de hábitos saudáveis e no controle rigoroso das doenças crônicas.

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O tratamento varia conforme o tipo e o tempo de evolução do evento. No AVC isquêmico, médicos utilizam medicamentos para dissolver coágulos e restabelecer a circulação cerebral quando o atendimento ocorre dentro da janela terapêutica adequada. Em alguns casos, procedimentos por cateter removem o trombo.

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No AVC hemorrágico, o foco do tratamento envolve controle da pressão arterial, redução do sangramento e, em determinadas situações, cirurgia. Em qualquer cenário, atendimento rápido reduz sequelas e mortalidade. As sequelas variam conforme a extensão da lesão cerebral.

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A prática regular de exercícios físicos, a manutenção de um peso adequado e uma alimentação balanceada são essenciais. Além disso, o acompanhamento médico periódico permite identificar problemas silenciosos, como a arritmia cardíaca, que pode enviar coágulos para o cérebro.

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