Nascido em 22 de abril de 1904, em Nova York, Julius Robert Oppenheimer foi um dos principais cientistas do século 20 e ficou conhecido por liderar o trabalho de milhares de pesquisadores no Projeto Manhattan, cujo objetivo era a criação de armas nucleares. Assim, teve papel decisivo na construção das primeiras bombas atômicas da história, utilizadas durante a Segunda Guerra Mundial.
Filho de um imigrante alemão que fez fortuna com a importação de tecidos em Nova York, Oppenheimer nasceu em uma família rica, de origem judia não praticante, que mantinha um alto padrão de vida. Seu pai, Julius Seligmann Oppenheimer, atuava no setor têxtil, e sua mãe, Ella Friedman, era artista. Ele tinha um irmão mais novo, Frank, e a família vivia em um apartamento de luxo em um bairro nobre da cidade.
Ele se formou na Universidade de Harvard após apenas três anos de estudo, depois estudou física teórica na Universidade de Cambridge, também nos Estados Unidos, e na Universidade de Göttingen, na Alemanha, onde obteve seu doutorado aos 23 anos. Ele retornou aos Estados Unidos para lecionar física na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Assim, formou toda uma geração de físicos americanos, profundamente influenciados por suas qualidades de liderança
Com a ascensão de Adolf Hitler na Alemanha, muitos passaram a temer que os alemães construíssem primeiro uma bomba atômica e se organizaram para desenvolver a própria. Assim, em agosto de 1942, o Exército dos Estados Unidos recebeu a responsabilidade de reunir físicos britânicos e americanos para encontrar uma forma de utilizar a energia nuclear na criação de uma bomba.
Foi nesse contexto que, durante a Segunda Guerra Mundial, Oppenheimer foi escolhido para liderar o projeto de pesquisa nuclear conhecido como Projeto Manhattan, cujo objetivo era desenvolver uma bomba atômica. Em 1943, ele escolheu o planalto de Los Alamos, no Novo México, para instalar um laboratório, que ficou conhecido como Laboratório de Los Alamos, onde coordenou cientistas na criação da bomba.
O primeiro teste da bomba nuclear ocorreu em 16 de julho de 1945, no Complexo Trinity, já após a rendição da Alemanha, que aconteceu em 8 de maio de 1945, e comprovou a eficácia da arma, abrindo caminho para seu uso militar. Em outubro do mesmo ano, Robert Oppenheimer deixou o cargo.
Em agosto de 1945, duas bombas nucleares foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, no Japão, causando grande destruição e milhares de mortes. Na noite do bombardeio de Hiroshima, J. Robert Oppenheimer foi aplaudido por uma multidão de cientistas em Los Alamos e afirmou que seu único arrependimento consistia no fato de a bomba não ter ficado pronta a tempo de ser utilizada contra a Alemanha.
Assim, inicialmente, Oppenheimer apoiou o uso da bomba como forma de encerrar a guerra, mas depois passou a refletir sobre suas consequências morais e humanas. Entretanto, Oppenheimer afirmou publicamente que não se arrependia do trabalho que havia realizado, pois considerava que agiu com responsabilidade. Para ele, a decisão e a responsabilidade pelo uso de armas atômicas cabiam aos governantes, e não aos cientistas. Ainda assim, após a Segunda Guerra Mundial, passou a defender a limitação da p
Em 1953, Oppenheimer foi acusado de ter ligações com comunistas no passado, de omitir informações sobre agentes soviéticos e de se opor à criação da bomba de hidrogênio. No ano seguinte, uma audiência concluiu que ele não era traidor, mas retirou seu acesso a segredos militares, o que levou ao fim de seu trabalho como consultor do governo dos Estados Unidos.
Oppenheimer nunca mais trabalhou para o governo e, em vez disso, fundou a Academia Mundial de Artes e Ciências e passou a dar palestras sobre ciência e ética até sua morte. Robert Oppenheimer faleceu em 18 de fevereiro de 1967, em decorrência de um câncer de garganta causado pelo hábito de fumar.
Em 2014, documentos divulgados pelo governo dos Estados Unidos mostraram que J. Roberto Oppenheimer havia sido, na época, injustamente prejudicado devido a inveja e por perseguições políticas. Já em 2022, a revogação de sua autorização de segurança foi formalmente anulada.