Em testes laboratoriais feitos com cães que envolveram a produção de biscoitos com extratos do fruto e das folhas da guabiroba, foi observada uma melhora significativa no controle das taxas de açúcar e a redução dos níveis de colesterol total. Tais evidências reforçam o papel da biodiversidade da Mata Atlântica na promoção da saúde metabólica, embora a aplicação em humanos ainda demande estudos mais aprofundados.
Apesar do potencial, a fruta ainda ocupa um espaço limitado na alimentação cotidiana. Segundo a nutricionista Ana Paula Dorta de Freitas, do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia Iris Rezende Machado (HMAP), “a guabiroba é uma espécie ainda pouco explorada, seja para a alimentação no dia a dia, seja para o desenvolvimento de alimentos funcionais”.
Além dos fenólicos, análises da Embrapa Florestas indicam que a fruta é rica em vitamina C, importante para a imunidade, além de conter minerais como o potássio e carotenoides responsáveis por sua coloração amarela e por propriedades antioxidantes adicionais.
Existem variações da guabiroba. A espécie chamada de Campomanesia xanthocarpa é encontrada principalmente nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, enquanto a Campomanesia adamantium, conhecida como guavira, aparece com frequência no Cerrado, em plantas de menor porte.
Ambas produzem frutos doces e versáteis, consumidos ao natural ou utilizados em receitas que vão de geleias e sucos a molhos para pratos salgados. Já a Syagrus oleracea, apesar do nome semelhante, pertence a outra categoria: trata-se de uma palmeira que fornece palmito e ingredientes usados em preparações tradicionais.