A autoria da invenção é disputada. O norueguês Johan Vaaler registrou uma patente em 1899 por um modelo de clipe, e por isso é frequentemente citado como inventor. No entanto, o design que se popularizou de fato foi o modelo conhecido como “Gem”, desenvolvido na Inglaterra na mesma época e fabricado pela empresa Gem Manufacturing. Foi esse formato — com suas duas alças ovais sobrepostas — que atravessou décadas e se tornou o padrão reconhecível em todo o mundo.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os noruegueses chegaram a usar o clipe como símbolo silencioso de resistência à ocupação nazista, um gesto de união nacional que conferiu ao objeto uma dimensão política inesperada. Ao longo do tempo, o clipe se consolidou como uma ferramenta indispensável em escritórios, escolas e residências, devido à sua eficiência, baixo custo e facilidade de uso.
Fabricado geralmente em arame de aço, muitas vezes revestido com plástico colorido ou zinco para evitar corrosão, o clipe de papel funciona por meio de tensão elástica, que mantém as folhas unidas sem perfurá-las. Essa característica representa uma vantagem em relação a métodos anteriores, pois preserva a integridade dos documentos e permite reorganizações rápidas.
Com o passar dos anos, surgiram também algumas variações de tamanho, formato e material, adaptadas a diferentes necessidades, desde pequenos conjuntos de folhas até volumes mais espessos. Além de sua função principal, o clipe de papel ganhou usos alternativos e criativos.
Ele pode servir como marcador de páginas, ferramenta improvisada para abrir compartimentos de dispositivos eletrônicos, suporte para pequenos objetos ou até recurso em atividades artesanais. Na cultura popular, o clipe ganhou fama adicional em 2005, quando o canadense Kyle MacDonald realizou um feito incrível ao conseguir uma casa de 2 andares a partir de uma série de trocas sucessivas que partiram de um simples clipe vermelho.