A conclusão reforçou uma percepção que vem ganhando espaço entre especialistas: apesar do avanço das telas e dos dispositivos digitais, os livros físicos continuam oferecendo benefícios importantes para o cérebro e para a saúde mental. Pesquisadores explicam que a leitura impressa favorece um estado de concentração profunda, no qual a mente permanece focada por mais tempo e absorve informações de maneira mais eficiente.
Durante a leitura, o cérebro cria referências espaciais, associando trechos importantes a posições específicas da página. Essa espécie de “mapa mental” facilita a memorização e ajuda o leitor a recuperar informações posteriormente. Já a leitura digital, segundo o estudo, costuma ocorrer de maneira mais rápida e fragmentada, marcada por distrações constantes, notificações e excesso de estímulos visuais.
Para a cientista cognitiva Maryanne Wolf, o hábito de consumir textos nas telas pode enfraquecer capacidades ligadas à reflexão, à empatia e ao pensamento analítico quando se está lendo. Além dos efeitos sobre a memória e a compreensão, de acordo com a psicologia a leitura em papel também apresenta benefícios emocionais
Uma pesquisa da Universidade de Sussex, no Reino Unido, mostrou que poucos minutos de leitura diária ajudam a reduzir significativamente os níveis de estresse. O resultado superou atividades consideradas relaxantes, como ouvir música, caminhar ou tomar chá. Psicólogos destacam que os livros oferecem uma pausa diante do ritmo acelerado do ambiente digital e contribuem para o equilíbrio mental.
Os especialistas ressaltam ainda que diferentes gêneros literários estimulam habilidades específicas. Romances fortalecem empatia e inteligência emocional, thrillers exercitam memória e raciocínio lógico, enquanto ensaios e biografias incentivam reflexão e senso crítico.