Quando um país produz internamente a maior parte ou a totalidade do que consome, ele reduz a necessidade de importações. Isso pode trazer mais segurança ao abastecimento e diminuir a exposição a oscilações do mercado internacional.
Grande parte da lentilha consumida pelos brasileiros vem de países como Argentina e Canadá. O grão-de-bico também depende parcialmente de fornecedores externos, embora a produção nacional venha crescendo nos últimos anos.
Produtores de diferentes regiões têm investido no cultivo do grão-de-bico como alternativa de diversificação agrícola. A cultura vem apresentando bons resultados em áreas do Cerrado e em outras regiões de clima favorável.
A lentilha costuma se desenvolver melhor em ambientes mais frios e secos. Por isso, ampliar sua produção em larga escala representa um desafio maior para os agricultores brasileiros em comparação com outras culturas.
O alimento é conhecido pelo elevado teor de proteína vegetal, característica que o torna bastante valorizado por pessoas que buscam reduzir o consumo de carne ou diversificar as fontes proteicas da dieta.
Assim como outras leguminosas, a lentilha oferece quantidades expressivas de proteínas. Ela é frequentemente utilizada em refeições que combinam sabor, valor nutricional e boa capacidade de saciedade.
As fibras presentes nesses alimentos contribuem para o funcionamento do sistema digestivo e ajudam a prolongar a sensação de saciedade. Esse benefício faz com que sejam aliados de uma alimentação equilibrada.
O grão contém minerais importantes para diversas funções do organismo. Entre eles está o ferro, nutriente associado à formação das células sanguíneas e ao transporte de oxigênio pelo corpo.
Além das proteínas e fibras, o grão-de-bico fornece nutrientes como magnésio, fósforo e zinco. Esses componentes participam de processos relacionados à saúde dos músculos, ossos e sistema imunológico.
Embora sejam bastante lembrados em pratos tradicionais, grão-de-bico e lentilha também aparecem em saladas, pastas, hambúrgueres vegetais, ensopados e diversas receitas inspiradas em cozinhas de diferentes países.
O interesse por alimentos de origem vegetal aumentou nos últimos anos. Esse movimento tem estimulado pesquisas, novos produtos e investimentos em culturas consideradas estratégicas para o setor alimentício. Se a produção nacional continuar avançando, o Brasil poderá reduzir a dependência externa desses alimentos.