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Mel de bracatinga: o raro “ouro negro” brasileiro que conquistou mercados internacionais.


O melato da bracatinga ganhou destaque internacional após pesquisas identificarem sua composição diferenciada, rica em sais minerais e aminoácidos, além da baixa tendência à cristalização. Hoje, é considerado um produto de alto valor agregado.

Por Flipar
Rodrigo Rocha/Divulgação/Foto Argus

Produzido no Planalto Sul, em áreas de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, esse mel já foi pouco valorizado. Com o aumento da demanda, especialmente na Alemanha, passou a ocupar espaço importante no mercado externo.

Rodrigo Rocha/Divulgação/Foto Argus)

A valorização também foi impulsionada pelo trabalho da Epagri, que desenvolveu sistemas de rastreabilidade e certificação. Isso ajudou a garantir a autenticidade do produto e fortaleceu a atividade dos apicultores da região.

Joel de Souza Rosa arquivo pessoal

A produção depende da árvore bracatinga, da cochonilha que se alimenta de sua seiva e das condições climáticas específicas do Sul do Brasil. Essa combinação rara torna o melato um produto único e naturalmente limitado.

Divulgação Saulo Luiz Poffo/Epagri

Além de seu valor comercial, o mel é reconhecido pelos benefícios nutricionais. Rico em antioxidantes e com ação antimicrobiana, pode auxiliar na proteção das células, aliviar sintomas de gripes e contribuir para a saúde cardiovascular e digestiva.

imagem gerada por i.a

Muito versátil, o mel pode ser consumido com frutas, pães, bolos, queijos e chás, funcionando também como adoçante natural. Apesar das qualidades, não é recomendado para crianças menores de 3 anos; para as demais faixas etárias, pode fazer parte de uma alimentação equilibrada.

imagem gerada por i.a