Dois séculos depois, os renomados confeiteiros Antonin Carême e Grimod de La Reynière aperfeiçoaram a preparação e ajudaram a popularizar a versão recheada com creme de confeiteiro, o famoso crème pâtissière. Com isso, o mil-folhas ganhou a forma clássica que o transformou em um dos maiores símbolos da confeitaria francesa.Há também a teoria de que o mil-folhas pode ser descendente da baklava, doce de massa folhada original do sudoeste da Ásia e da Grécia, trazido para a Europa durante as Cruzad
O fato é que essa sobremesa ganhou popularidade em 1867, quando o confeiteiro Adolphe Seugnot começou a vender o doce no centro de Paris. O nome 'mil-folhas' se refere à sua massa folhada, que é dobrada diversas vezes até atingir 729 camadas, número arredondado para mil. Alguns confeiteiros contemporâneos chegam a 1.048 camadas. Na Rússia, existe uma sobremesa chamada Napoléon, parecida com o mil-folhas, mas preparada em formato de bolo e servida em fatias triangulares, criada em 1912 para comem
A preparação do mil-folhas é um processo delicado. A massa folhada é estendida em camadas finas e assada até ficar dourada e crocante. O creme de baunilha é feito com leite, gemas de ovos, açúcar e baunilha. Após o resfriamento, as camadas são montadas, alternando massa e creme. O preparo de um mil-folhas clássico com massa do zero pode levar até três dias, por conta dos tempos de descanso necessários para a formação correta das camadas.
Embora a versão clássica use massa folhada e creme de baunilha, surgiram diversas variações ao longo dos anos. Alguns confeiteiros substituem o creme por chantilly, criando uma versão mais leve. Outros adicionam frutas frescas, como morangos ou framboesas, para dar frescor à sobremesa. Há ainda quem prefira cobrir o doce com uma camada de chocolate derretido.
Das Filipinas ao Chile, passando pela África e por praticamente todos os países da Europa, cada lugar criou sua própria versão do doce. Na Nova Zelândia, ele é servido com cobertura de kiwi. Na França, a importância do doce é tamanha que existe um festival dedicado exclusivamente a ele, o Le Mois du Millefeuille. No Brasil, as versões com doce de leite e pistache fazem muito sucesso nas confeitarias.