As rotas analisadas incluíram ruas, praças, parques e caminhos utilizados diariamente para ir ao trabalho, à escola ou aos pontos de transporte coletivo. A pesquisa também evidenciou os efeitos das ilhas de calor urbano, fenômeno causado pelo excesso de construções, pavimentação e escassez de áreas verdes, fatores que elevam a temperatura e reduzem o conforto dos pedestres.
Os pesquisadores destacaram que cada bairro apresenta características próprias, o que exige soluções específicas para minimizar o impacto do calor. Algumas das medidas sugeridas foram o aumento da arborização, a instalação de estruturas de sombra, a criação de áreas de descanso, a melhoria da cobertura em pontos de ônibus e o uso de materiais que absorvem menos calor.
O estudo reforçou que o planejamento urbano deve considerar não apenas os dados climáticos gerais, mas também a experiência de quem circula pelas ruas. A iniciativa ainda serve de referência para cidades de outros países, inclusive do Brasil, onde enfrentar longos trajetos sob temperaturas elevadas faz parte da rotina de milhões de pessoas.
Além disso, os resultados demonstraram que mesmo pequenas intervenções no espaço urbano podem melhorar significativamente a qualidade de vida, incentivar os deslocamentos a pé e tornar as cidades mais resilientes diante do aumento das temperaturas causadas pelas mudanças climáticas.