Mas afinal, o que é a aurora boreal? A aurora boreal é um fenômeno natural formado por faixas de luz coloridas que dançam no céu noturno, que são resultado de quando partículas carregadas vindas do Sol, transportadas pelo vento solar, colidem com gases presentes na atmosfera terrestre, como oxigênio e nitrogênio. Esse encontro libera energia em forma de luz.
As cores do fenômeno variam de acordo com o tipo de gás atingido e a altitude em que a colisão ocorre. O verde, cor mais comum, surge do contato com o oxigênio em altitudes mais baixas, enquanto tons de vermelho, roxo e azul aparecem em altitudes mais elevadas ou quando o nitrogênio está envolvido.
Pode ser observada em lugares próximos ao Círculo Polar Ártico, como Noruega, Finlândia, Suécia, Islândia, Groenlândia, Canadá e Alasca, nos Estados Unidos. Entre todos esses destinos, Tromsø, na Noruega, se destaca como a cidade mais conhecida do mundo para observá-la.
Localizada 350 quilômetros acima do Círculo Polar Ártico, no norte do país, a cidade é chamada de 'capital da aurora boreal' e recebe turistas de diversas partes do planeta durante o inverno. A cidade tem cerca de 75 mil habitantes e conta com a Corrente do Golfo, que mantém as águas do porto sem congelar mesmo no inverno rigoroso.
Entre os meses de novembro e janeiro, Tromsø vive a chamada 'noite polar', período em que o sol praticamente não aparece durante o dia e o céu permanece escuro por boa parte das 24 horas. Essa escuridão prolongada torna as condições para observar a aurora boreal ainda mais favoráveis.
Outro destino muito buscado é a Catedral da Aurora Boreal, também conhecida como Nordlyskatedralen, localizada na cidade de Alta, no norte da Noruega. A igreja tem formato circular com uma torre em espiral, projeto que representa visualmente o movimento das luzes no céu ártico.
A Catedral da Aurora Boreal surgiu de um concurso de arquitetura lançado em 2001 e foi um projeto dos escritórios LINK Arkitektur, da Noruega, e Schmidt Hammer Lassen, da Dinamarca. O projeto venceu justamente por representar, em concreto e titânio, o movimento das luzes que dão nome à igreja.