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Por que existem dois Congos? Entenda a origem e as diferenças entre os países


Muita gente já se confundiu ao ouvir falar no país chamado Congo. Isso acontece porque não existe só um Congo, mas sim dois: a República do Congo e a República Democrática do Congo. Os dois países ficam lado a lado na África Central, compartilham fronteira e idioma, mas são nações independentes, com histórias, governos e trajetórias próprias.

Por Flipar
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O nome deriva do antigo Reino do Congo, um dos Estados mais importantes da África Central, fundado por volta do século 14, que abrangia áreas hoje pertencentes à República Democrática do Congo, à República do Congo, a Angola e ao Gabão. A separação entre os dois territórios começou no final do século 19, durante a partilha da África pelas potências europeias.

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O lado oeste da região ficou sob domínio francês e recebeu o nome de Congo Francês, enquanto o lado leste passou ao controle da Bélgica, sob o nome de Congo Belga. Os dois territórios conquistaram a independência em 1960 e, assim, o antigo Congo Francês tornou-se a República do Congo. O antigo Congo Belga também adotou, a princípio, o nome República do Congo. Em 1964, esse segundo país acrescentou o termo 'Democrática' ao nome oficial, para se diferenciar do vizinho.

Imagem Gerada por I.A

Os dois países são separados, em grande parte, pelo rio Congo, um dos maiores do mundo. De um lado está a República do Congo, cuja capital é Brazzaville. Do outro, a República Democrática do Congo, que tem como capital Kinshasa. As duas cidades ficam frente a frente, separadas apenas pelo rio, e são as capitais mais nacionais mais próximas do mundo.

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Em extensão territorial e população, os países são bastante diferentes. A República Democrática do Congo é o segundo maior país da África em área, atrás apenas da Argélia, e tinha cerca de 109 milhões de habitantes em 2024. A República do Congo é bem menor, com uma população estimada em 6,2 milhões de habitantes.

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As economias também seguem caminhos distintos. A República do Congo tem no petróleo sua principal fonte de receita e integra a OPEP desde 2018. Já a República Democrática do Congo possui grandes reservas de recursos naturais, como diamantes, cobre, ouro e cobalto.

Pexels / Karen Laark Boshoff

Apesar dessa riqueza natural, a República Democrática do Congo figura entre as nações com os menores índices de desenvolvimento humano do mundo. O país também enfrenta desafios históricos ligados a conflitos armados, que já deslocaram milhões de pessoas, além de instabilidade política.

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Nos dois países, o francês é a língua oficial, herança do período colonial. Na República do Congo, também são faladas o lingala e o kituba, enquanto a República Democrática do Congo reconhece quatro línguas nacionais além do francês, incluindo o lingala, o suaíli, o tshiluba e o kikongo.

Wikimedia Commons / Rob Mieremet Anefo