Exames de imagem revelaram que 38 larvas da tênia haviam se instalado em seu cérebro, levando ao diagnóstico de neurocisticercose, uma infecção provocada pelo parasita no sistema nervoso central. O tratamento envolveu medicamentos contra o parasita, corticoides e anticonvulsivantes, além do acompanhamento de especialistas em doenças tropicais.
Mesmo com os cuidados, Lowri continuou enfrentando crises epilépticas e passou a desenvolver ansiedade, paranoia e episódios de psicose. 'Era simplesmente repugnante pensar que essas coisas estavam na minha cabeça', disse ela em entrevista ao The Sun.
O avanço do quadro comprometeu sua rotina: ela perdeu a carteira de motorista, deixou o emprego e retornou à casa dos pais para receber assistência. Em 2016, chegou a ficar internada durante três meses em uma unidade especializada em neuropsiquiatria.
Segundo a OMS, a neurocisticercose ocorre quando ovos da tênia são ingeridos em água, alimentos ou superfícies contaminadas, e as larvas podem chegar ao cérebro, causando convulsões, dores de cabeça e outros sintomas neurológicos. A Cleveland Clinic também cita alterações cognitivas, dificuldade de fala, perda de memória, falta de concentração e fraqueza muscular.